Concertos de Madonna envoltos em polémica

O governo das Filipinas não gostou que a cantora se enrolasse na bandeira do país e proibiu mais concertos da cantora naquele território.

Foto
Madonna Reuters

As bandeiras nacionais são símbolos sensíveis. No caso dos concertos de música popular, por norma, servem para os músicos mostrarem devoção pelo país de onde é oriundo o público para o qual estão a actuar. A assistência, por norma, revê-se nesse ritual e manifesta-se efusivamente quando o seu artista preferido se enrola na bandeira do país onde actua.

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As bandeiras nacionais são símbolos sensíveis. No caso dos concertos de música popular, por norma, servem para os músicos mostrarem devoção pelo país de onde é oriundo o público para o qual estão a actuar. A assistência, por norma, revê-se nesse ritual e manifesta-se efusivamente quando o seu artista preferido se enrola na bandeira do país onde actua.

Mas, claro, depende dos contextos, dos artistas e do país. É o que parece ter agora acontecido nas Filipinas. Este domingo, o Governo do país proibiu todos os concertos de Madonna no seu território, a partir de agora, alegando que a cantora terá “desrespeitado” a bandeira nacional num espectáculo realizado a meio da semana na capital Manila, no âmbito da digressão Rebel Heart. A cantora utilizou a bandeira na interpretação de uma das suas canções mais conhecidas (Holiday), colocando-a aos ombros e dançando, num momento registado por muitas câmaras de telemóveis de admiradores.

Quem não gostou do gesto foi Governo das Filipinas, que fez saber, através do porta-voz da Presidência, Herminio Coloma, em declarações à agência de notícias France Press, que a cantora havia desrespeitado a bandeira filipina e como tal está proibida de voltar ao país para mais concertos. A proclamação baseia-se numa lei de 1988, que pune com prisão por um ano o uso da bandeira filipina num traje ou disfarce.

Habituada à polémica, na sua conta do Twitter, a cantora passou ao lado da mesma, optando por revelar apenas fotos suas a agradecer aos admiradores.

Esta é a segunda controvérsia em que a cantora se vê envolvida por estes dias nas Filipinas. Na quarta-feira, os bispos filipinos, através do arcebispo Dom Ramon Arguelles, haviam apelado aos fiéis para que boicotassem os seus concertos, argumentando que são obra do diabo.

Nada de novo para Madonna, habituada a conviver desde há muito com polémicas que envolvem símbolos nacionais ou da igreja.