No labirinto de Laurie Anderson

Coração de Cão é verdadeiramente o filme de uma música.

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Coração de Cão vê-se e ouve-se como se fosse um disco de Laurie Anderson em filme

É difícil resistir a este filme, pequeno labirinto de “memórias e confissões”, ideias e devaneios, capaz de casar o absurdo mais excêntrico (ou apenas mais “místico”) com um sentido próximo da existência, palpável e quotidiana. Mais do que o exercício de montagem de materiais heterodoxos, mais do que o texto em off dito pela própria Laurie Anderson, o que cativa é a fortíssima impressão de musicalidade que se desprende de tudo e da relação entre tudo — é autenticamente o filme de uma música, vê-se (e ouve-se) como se fosse um disco de Laurie Anderson em filme, e é pela musicalidade que o filme se concentra e faz vibrar, de forma sempre especial, quer o que nele há de “material” quer o que tem de “espiritual”. Fazendo a analogia com a obra de alguém especialmente próximo de Laurie Anderson, este filme é assim a modos que o seu Magic and Loss, e não fala doutra coisa, de “magia” e de “perda”.

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É difícil resistir a este filme, pequeno labirinto de “memórias e confissões”, ideias e devaneios, capaz de casar o absurdo mais excêntrico (ou apenas mais “místico”) com um sentido próximo da existência, palpável e quotidiana. Mais do que o exercício de montagem de materiais heterodoxos, mais do que o texto em off dito pela própria Laurie Anderson, o que cativa é a fortíssima impressão de musicalidade que se desprende de tudo e da relação entre tudo — é autenticamente o filme de uma música, vê-se (e ouve-se) como se fosse um disco de Laurie Anderson em filme, e é pela musicalidade que o filme se concentra e faz vibrar, de forma sempre especial, quer o que nele há de “material” quer o que tem de “espiritual”. Fazendo a analogia com a obra de alguém especialmente próximo de Laurie Anderson, este filme é assim a modos que o seu Magic and Loss, e não fala doutra coisa, de “magia” e de “perda”.

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