Foguetão de Jeff Bezos, fundador da Amazon, passou teste de aterragem

Eis mais um multimilionário norte-americano a lançar-se na corrida espacial.

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Jeff Bezos, o fundador da Amazon, anunciou na terça-feira que a sua empresa de transporte espacial, a Blue Origin, tem pela frente cerca de dois anos adicionais de voos de teste antes de poder propor viagens a potenciais passageiros.

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Jeff Bezos, o fundador da Amazon, anunciou na terça-feira que a sua empresa de transporte espacial, a Blue Origin, tem pela frente cerca de dois anos adicionais de voos de teste antes de poder propor viagens a potenciais passageiros.

Na segunda-feira, a Blue Origin conseguiu fazer aterrar um foguetão suborbital no seu local de lançamento, uma etapa-chave do seu esforço com vista ao fabrico de foguetões reutilizáveis, disse a empresa.

“Este voo fez diminuir muito os riscos e permitiu validar muitos elementos de concepção”, disse Jeff Bezos, que fundou a Amazon e é dono do diário norte-americano The Washington Post, durante uma entrevista.

O facto de ser capaz de tornar a fazer voar um foguetão vai reduzir drasticamente os custos de lançamento, numa alteração crucial para a indústria espacial, explicou Bezos. “Quando diminuímos os custos de acesso ao espaço de forma muito significativa, mudamos os mercados, mudamos o que é possível fazer”, salientou. Estão previstos ainda mais ou menos dois anos de voos de teste antes de as pessoas poderem voar na nave New Shepard, acrescentou Bezos.

Os veículos foram concebidos para transportar seis passageiros até a uns 100 quilómetros por cima da Terra, ultrapassando a fronteira entre a atmosfera e o espaço.

“As nossas operações comerciais terão início quando estivermos prontos. Na minha opinião, enquanto conseguirmos imaginar testes adicionais, vamos ter de os fazer”, frisou ainda.

Um foguetão New Shepard partiu da área de lançamento da Blue Origin, no oeste do Texas, na segunda-feira pelas 18h21 (hora de Lisboa). Tendo atingido a altitude suborbital de 100 quilómetros, aterrou no mesmo local oito minutos mais tarde.

Nos voos espaciais suborbitais, os foguetões não viajam suficientemente depressa para atingir a velocidade necessária para contrariar a atracção gravítica da Terra. Por isso, reentram na atmosfera à maneira dos mísseis balísticos.

Em Abril, um outro foguetão New Shepard tinha falhado a sua primeira tentativa de aterragem devido a um problema no seu sistema hidráulico. O sistema foi redesenhado e inclui agora uma segunda bomba de reserva. As tentativas realizadas por um outro milionário — Elon Musk, da empresa de foguetões rival Space Exploration Technologies (SpaceX) — para recuperar o primeiro andar de um foguetão Falcon 9 têm, até agora, sido infrutíferas.

A Blue Origin também está a desenvolver um motor de foguetão em parceria com a United Launch Alliance (ULA), uma joint venture da Lockheed Martin e da Boeing cujo objectivo é substituir os motores de fabrico russo RD-180 utilizados a bordo dos foguetões auxiliares da nave Atlas da ULA. No ano passado, o Congresso norte-americano proibiu a utilização dos RD-180 nas missões militares para castigar a Rússia pela anexação da região ucraniana da Crimeia.