Dentro do túnel em que "El Chapo" voltou a escapar ao México

Divulgadas imagens do túnel e dos últimos segundos do narcotraficante na sua cela. Autoridades garantem que os cúmplices vão responder perante a Justiça.

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“El Chapo” (ou ‘baixinho’, devido à sua baixa estatura) é acusado de ter ordenado centenas de actos extremamente violentos (espancamentos, tortura, execuções) aos comandos do poderoso Cartel de Sinaloa, mas exerce um fascínio sobre uma parte da população, patente em músicas dedicadas a enaltecer o seu desafio às autoridades – e agora também em memes partilhados na Internet.

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“El Chapo” (ou ‘baixinho’, devido à sua baixa estatura) é acusado de ter ordenado centenas de actos extremamente violentos (espancamentos, tortura, execuções) aos comandos do poderoso Cartel de Sinaloa, mas exerce um fascínio sobre uma parte da população, patente em músicas dedicadas a enaltecer o seu desafio às autoridades – e agora também em memes partilhados na Internet.

Esta é a segunda vez que Guzmán foge de uma cadeia – a primeira foi em 2001, quando saltou para dentro de um carro de roupa suja enquanto alguns dos seus cúmplices tapavam a cela com um lençol e os outros o esperavam lá fora, com um automóvel que circulou sem problemas durante as 24 horas que as autoridades levaram até montarem um sistema de segurança com postos de controlo nas estradas.

Desta vez, não será preciso uma investigação aprofundada para perceber que “El Chapo” Guzmán também teve ajuda para escapar e, mais uma vez, tanto no interior da prisão, como na construção de um túnel com um quilómetro e meio.

Foi uma das fugas mais elaboradas da história do México, e a primeira na cadeia de alta segurança de Altiplano, onde já estiveram ou estão presos vários líderes dos sanguinários cartéis de droga mexicano – o Sinaloa, mas também o Tijuana, o cartel do Golfo e os particularmente terríveis Los Zetas, responsáveis por vários massacres de civis e conhecidos por degolarem os seus rivais. Mesmo assim, nenhum dos membros do cartel Los Zetas conseguiu escapar à prisão de Altiplano, nem mesmo um dos seus líderes, Miguel Treviño Morales.