Da diferença como matéria-prima da evolução

O ciclo de conferências de divulgação científica no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, prossegue com uma palestra sobre variação genética e evolução das espécies.

“Não existem dois organismos exactamente iguais”, lê-se num comunicado da agência Ciência Viva. E em particular, não existem dois indivíduos da mesma espécie exactamente iguais. Nos seres humanos, por exemplo, a altura, o peso, a forma do corpo, a cor da pele ou dos olhos são alguns dos traços físicos variáveis mais imediatamente aparentes.

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“Não existem dois organismos exactamente iguais”, lê-se num comunicado da agência Ciência Viva. E em particular, não existem dois indivíduos da mesma espécie exactamente iguais. Nos seres humanos, por exemplo, a altura, o peso, a forma do corpo, a cor da pele ou dos olhos são alguns dos traços físicos variáveis mais imediatamente aparentes.

Todos eles têm uma forte componente genética – e, ao mesmo tempo, são moldados ao longo do desenvolvimento do organismo pelas condições ambientais.

Ora, essa variação individual é a matéria-prima sobre a qual actua a selecção natural, motor da evolução das espécies – “e perceber como ela é gerada é uma questão central da biologia evolutiva contemporânea", explica Patrícia Beldade, especialista em biologia evolutiva e do desenvolvimento, na sua página no site do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), em Oeiras, onde trabalha.

É precisamente das suas investigações sobre os mecanismos geradores dessa variação que a investigadora irá falar na sua conferência. “As diferenças entre indivíduos da mesma espécie são uma propriedade universal dos sistemas biológicos e têm uma componente genética e uma componente ambiental”, disse a cientista ao PÚBLICO. “E nós queremos perceber esses mecanismos.”

Para ilustrar a sua conferência, Patrícia Beldade levará de uma gaiola com borboletas (insectos que estuda) e um frasquinho com moscas-do-vinagre.

Mais duas conferências estão ainda programadas até ao Verão. Decorrerão, respectivamente, nos dias 28 de Maio (Biodiversidade, por Nuno Ferrand, da Universidade do Porto) e 25 de Junho (Ilhas de Plástico - Que Fazer?, por Lia Vasconcelos, da Universidade Nova de Lisboa).

A entrada nas conferências é gratuita mediante inscrição prévia na página do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva.