O filho de um bom pai e de um óptimo bandido

Escreveu um livro sobre a vida do pai, o mais célebre narcotraficante de sempre, e como foi passar a infância junto dele. Era um homem violento na “profissão”, mas afectuoso com a família.

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Juan Sebastián Marroquín Santos é hoje o nome do filho de Pablo Escobar, o patrão do colombiano cartel de Medellín. Alterou o nome para fugir a perseguições, depois do assassínio do pai, em 1993. Hoje, com 38 anos, é arquitecto e vive na Argentina, mas escreveu o livro Pablo Escobar, O Meu Pai (editado em Portugal pela Planeta) para repor a verdade sobre a vida do narcotraficante. Falámos com ele em Lisboa.

Esteve muito próximo do seu pai, na última fase da sua vida?
Sim, estava todo o tempo com ele. E quando se está na clandestinidade, não há nada que fazer. Estamos encerrados num lugar, 24 horas por dia, o que nos resta é conversar. O meu pai falou comigo durante todos esses anos, contou-me tudo.

Descobriu hoje, com a investigação para este livro, que o seu pai lhe escondeu coisas? Tinha uma versão suave do que se passava, para a família?
Não, pelo contrário, o meu pai sempre foi muito frontal a contar as coisas. Nunca me disse, “filho, estão a difamar-me, os media dizem mentiras sobre mim, isto não é verdade, eu sou uma boa pessoa”. Jamais o meu pai me mentiu. Nunca quis parecer o que não era.

Ele contava em família tudo o que acontecia durante o dia?
Claro. Víamos os noticiários juntos, líamos a imprensa juntos. Eu perguntava-lhe: “Isto é verdade?” Ele respondia: “Isto sim, isto não. Este, sim, mandei matar. Aquele não.”

Como explica isso? Ele tinha boa consciência das suas actividades?
Ele sabia que não era um bom exemplo, mas sabia que seria ainda pior se negasse. E eu hoje, como filho, valorizo que o meu pai tenha tido a coragem de dizer-me o que era. Ele dizia: “Filho, a minha profissão é bandido.” E eu sentia que ele não estava a insultar a minha inteligência, não estava a tratar-me como a um idiota. Era sincero, contava-me, sem filtros, a sua realidade, a sua opção de vida, a sua verdade.

Mas a palavra “bandido”, no contexto colombiano da altura, tinha um sentido muito negativo?
Nada justifica a violência. Mas o contexto era este: o meu pai dizia: “Sou um bandido, decidi ser um bandido. Mas um polícia não pode ser polícia de dia e bandido de noite.”

Os polícias eram bandidos também.
Sim, dizia: “Não estou a matar polícias, estou a matar os meus pares. Bandidos piores do que eu.” Não é trabalho próprio da polícia torturar e fazer desaparecer pessoas. Fazer massacres nos bairros de Medellín. Quando as autoridades ofereceram uma recompensa pela captura do meu pai, ele fez o mesmo: ofereceu uma recompensa pela captura de autoridades. Oferecia milhares de dólares por cada polícia morto, mas pagava tanto mais quanto mais elevada fosse a sua patente. Pois quem matou mais polícias foram os próprios polícias.

Matavam os colegas por dinheiro.
Sim, entregavam os companheiros, para cobrar dinheiro. E quando o Estado entrou numa lógica de alianças macabras com os criminosos, convertendo-se em criminoso também, já não sabíamos de onde vinha o perigo. Não sabíamos quem era mais bandido, se o mafioso, se o Estado. Hoje pode-se comprovar isto, porque grande parte dos polícias e elementos importantes do Estado da altura estão agora na prisão.

Isso era usado pelo seu pai como um pretexto para os seus actos ou não havia outra maneira de prosseguir com os seus negócios a não ser com a violência?
Era uma desculpa, mas, para ele, era também a única maneira. Foi uma coisa progressiva. O meu pai não começou logo com essa violência. O grande erro dele foi ter querido entrar na política.

Foi um erro porquê?
Ele era o chefe da grande máfia do narcotráfico, mas quis entrar para uma máfia ainda maior, que é a política. Mas alguém com as suas credenciais como mafioso não podia fazer isso.

A política era também uma máfia?
Absolutamente. Funciona como uma máfia. Isto é para mim, isto é para ti, roubamos um pedaço aqui, outro ali… O meu pai desapareceu há 21 anos. E nos últimos cinco ou sete anos, na Colômbia, metade dos nossos congressistas foram presos. Por relações com os paramilitares, as FARC, etc. A política é uma máfia igual à outra.

A política colombiana ou em geral?
A política em todo o lado. A política é máfia, não tenho dúvidas.

Mas porque quis Pablo Escobar entrar para a política?
Ele já tinha o poder económico e o poder militar, mas não o político, o poder do Estado. E quis tê-lo porque via nisso uma ferramenta muito mais efectiva e poderosa para ajudar os pobres. O meu pai não queria entrar na política, como acontecia com outros, para roubar dinheiro, porque já o tinha todo. Nem para ter poder militar, porque já o tinha. O único motivo era ajudar as pessoas abandonadas pelo Estado.

Seria então o único a entrar na política por motivos realmente nobres.
Ele era o grande patrocinador da corrupção na Colômbia, mas estou certo de que se tivesse verdadeiramente entrado na política teria sido o menos corrupto de todos. Não precisava.

Ele tinha alguma convicção ideológica?
Tinha uma afinidade com as ideias de esquerda. O paradoxo é que, por lealdade para com um amigo, fundou um dos grupos de extrema-direita da Colômbia, o MAS (Morte Aos Sequestradores), que foi a origem do paramilitarismo. A vida do meu pai está cheia de contradições. Fomentava o desporto, para que os jovens não consumissem drogas e fazia-o com o dinheiro da droga.

Também parece contraditória, ou mesmo esquizofrénica, a forma como era afectuoso na vida familiar e violento na vida “profissional”.
Como é possível que um homem seja tão bom pai e ao mesmo tempo tão bandido? Parecem coisas incompatíveis. Se uma pessoa é má, espera-se que seja má em todos os domínios da vida. Mas ele era muito nobre com a família. Incutiu-me valores humanos, ensinou-me a ser uma pessoa decente e humilde. O dinheiro nunca o fez esquecer as suas origens.

Recrutava os seus trabalhadores entre os mais pobres porquê?
Para lhes dar oportunidades. E mesmo antes de entrar na política ele começou a ocupar o lugar que o Estado deixava vazio. Com o seu dinheiro, construiu uma escola, cinco mil vivendas, um hospital, um centro de saúde, com médicos e medicamentos.

Porque fez isso?
Porque ele foi tão pobre como os mais pobres. Não queria que outros passassem pelo que ele tinha passado. Agora tinha as ferramentas para ajudar e sentia a obrigação moral de o fazer.

As pessoas gostavam dele por causa disso?
Tenho vídeos com milhares de pessoas agradecendo.

Por afecto verdadeiro ou medo?
Afecto verdadeiro. Os pobres eram a família do meu pai. Foram os seus amigos naturais. Nunca encontrou apoio na oligarquia. Se for a um bairro de Medellín chamado bairro Pablo Escobar, porque foi ele que o construiu, nem lhe passe pela cabeça dizer mal dele. Não sairia de lá com vida. As pessoas não tinham nada, e hoje têm o que têm não graças ao Estado, mas ao meu pai. Ainda hoje, nas redes sociais, ao fim de todos estes anos, mandam-me vídeos das pessoas a colocar flores no seu túmulo. “Nunca nos vamos esquecer dele”, dizem-me.

Há um lado bom na personalidade de Pablo Escobar que este livro quer testemunhar?
Sim. A solidariedade para com as classes abandonadas pelo Estado, a sensibilidade de pensar que se eles não têm nada, é preciso fazer alguma coisa, não ser apenas espectador. E a sua lealdade, o seu amor pela família, a frontalidade, são aspectos positivos do meu pai, que poucos conheceram. Eu tive esse privilégio. Sou seu filho e o meu amor por ele não é negociável, mas isso não me faz perder a capacidade de reconhecer os danos que provocou. E de o entender. Não para o justificar, mas para que aprendamos que uma história como essa não se deve repetir nunca.

Mas o livro não pode funcionar como um meio de glamourização da figura de Escobar?
Eu sou o único que não glamouriza o meu pai. Quem o faz são os meios de comunicação, que venderam milhares de exemplares com a história e a glamourização da figura do meu pai. Ele foi um bandido, um narcotraficante, um homem de família, um ícone pop, mas não havia nada de glamour na sua vida.

Não havia? A descrição que o livro faz da herdade Nápoles é incrível. Jardins zoológicos, parque jurássico, pistas de aviação, colecções de automóveis, palácios, festas com roupa de época… Aos 11 anos, o Juan Pablo já tinha 30 motos.
Isso é uma aparência de glamour. Eu tinha 30 motos, mas foram todas destruídas. Hoje não tenho nenhuma. Eu tinha milhões e milhões de dólares, mas estava a morrer à fome com o meu pai, fechado com ele em esconderijos, em casas de pisos de terra, sem luz, sem nada.

Isso apenas na última fase.
Em muitas fases. Ele viveu 44 anos, só desfrutou quatro. Parece-lhe que tem glamour uma vida em que só se desfrutou 10% e o resto foi passado a sofrer e a matar gente? Não creio que tenha muito glamour. Mas alguns meios de comunicação, concretamente a Televisão Caracol, com a série O Patrão do Mal, retratou o meu pai como se toda a sua vida tivesse sido esse glamour. Por isso, muitos jovens sem recursos que vejam a série vão querer converter-se em Pablo Escobar. Você, que leu o livro, ficou com vontade de ser Pablo Escobar?

Não. Mas fiquei com a ideia de que foi fácil fazer todo aquele dinheiro.
Garanto-lhe que não foi assim tão fácil. E ele desperdiçou a vida com isso. A grande fortuna que acumulou acabou por servir para financiar a sua própria morte.

Como foi isso?
Quando ele morreu, os seus inimigos prenderam-me a mim e à minha família e disseram: “Queremos recuperar o dinheiro que investimos para o matar.” E nós tivemos de pagar essa dívida, com o dinheiro do meu pai.

Pagaram tudo?
Integralmente.

Hoje já não é um homem em perigo?
Não sei, morremos quando temos de morrer. Mas já visitei a morte, quando o cartel de Cali me chamou para uma reunião, após a morte do meu pai. Acha que eu acreditava que iria sair de lá com vida? Garanto-lhe que não. Estava certo de que me iam matar. Mas não me levaram lá pela força. Fui porque não queria fugir mais dos pecados do meu pai, que eu não tinha cometido, nem sabia quais eram. Preferia enfrentar a morte. Ok, se me vão matar, não percamos tempo. Façam-no de uma vez.

Decidiram poupar-lhe a vida, ao contrário do que tinham decidido. Sabe porquê?
Eles eram mafiosos, mas também estavam fartos da violência, tal como todos os colombianos. E queriam pôr fim a essa violência. Eu respeito e valorizo a atitude deles. Matar-me não lhes custava nada. Não lhes traria quaisquer problemas. Ao contrário, só teriam gratidão e simpatia. Mas eles estavam fartos de tanto sangue. Isso passou-se com todos os chefes mafiosos e é o que me dá esperança de que é possível defender a paz na Colômbia. Porque vimos sangue e violência durante décadas. Foram 50 anos de guerra fracticida, há que encontrar um fim para tudo isto. E se em mundos tão turvos como a máfia e os cartéis há gente empenhada em encontrar a paz, há que aproveitar isso.

Mas o narcotráfico não abrandou.
Alguma vez faltou cocaína? Após os ataques de 11 de Setembro, aumentou para o triplo o controlo, mas deixou de entrar cocaína nos EUA?

Está a dizer que não há realmente combate ao narcotráfico.
Não. Há conivência. Sempre houve. Mudaram as personagens, mas a realidade é a mesma.

O seu pai contava com isso, com a conivência das autoridades dos EUA.
O meu pai sonhava com a legalização. Dizia que se os Kennedy eram traficantes de álcool no tempo da lei seca, e foram presidentes, porque não ele?

Pablo Escobar comparava-se com os Kennedy?
Sim, não via diferença. O álcool é uma droga mais letal do que todas as outras, mas é legal, pagamos impostos e está tudo bem. Quando se proibiu o álcool, o que aconteceu? Surgiu um exército de delinquentes. Legalizou-se e o que se passou? Desapareceu a violência ligada ao álcool.

Aconteceria o mesmo se a cocaína fosse legalizada?
O narcotráfico nunca parou de crescer. E só há um impulsionador, que é a proibição. Quanto maior a proibição, maior o crescimento. Os organismos antidroga das polícias e dos estados têm de apresentar resultados, para fingirem que estão a fazer um trabalho que justifique os seus honorários. Hoje em dia, os narcotraficantes estão ligados a esses organismos e, de cada vez que enviam dez mil quilos de cocaína para algum lado, reservam 200 para a polícia. Os media noticiam uma apreensão, dois ou três detidos. Faz parte do negócio.

Isso é um procedimento generalizado, com todas as polícias?
Não posso dizer que sejam todas as polícias, mas há muita corrupção. Há muito dinheiro neste meio. Um narcotraficante tem poder económico para dizer a um polícia: “Pago-te amanhã dez vezes o salário que vais ganhar em toda a tua vida. Ou mato-te.” Que vai ele fazer? Não tem muitas opções.

Isso sempre funcionou assim ou o sistema é hoje mais complexo?
Dantes era a pulso. O negócio das drogas era artesanal, funcionava como uma confraria, um grupo de pessoas com o objectivo de levar droga a um determinado lugar, sem ajuda de ninguém. Isso era o que o meu pai fazia, com os seus amigos. Ele começou a usar o terrorismo porque a corrupção não funcionava. Os políticos aceitavam o dinheiro e depois faziam o que lhes dava na gana.

Não eram corruptos honestos.
Exacto, não tinham palavra, como corruptos. Então o meu pai começou a enfrentá-los, a matá-los. Hoje é diferente. Hoje os “narcos” entenderam que pela via da corrupção podem ter muito mais êxito.

A corrupção é mais sofisticada?
Muito mais. É operada por corporações ligadas ao sistema. Na realidade, sempre houve outros cartéis, de que não se falava. Durante anos venderam-nos a ideia de que se declarou guerra às drogas porque os narcotraficantes colombianos levavam veneno a uma potência e traziam dinheiro em troca. Nunca se falou do outro lado do negócio. Um narcotraficante colombiano tinha um custo médio de 4 ou 5 mil dólares por quilo. Ao introduzir esse quilo nos EUA recebia 20 ou 25 mil dólares, o que era uma margem enorme. Regressava todo contente porque tinha realizado o negócio, “coronado”, como se diz na gíria mafiosa.

Mas esse quilo de cocaína tinha um grau de pureza de 95 a 98 por cento. O comerciante norte-americano que o comprava convertia-o em oito quilos, acrescentando-lhe veneno. Vidro moído, cal, qualquer coisa que se possa converter num pó branco servia. Esse comerciante é que ficava verdadeiramente rico. E é o pior de todos, porque não se importa de acrescentar veneno à droga. Mas esse mafioso corporativo nunca aparece na cena. Fala-se do cartel de Medellín ou de Cali, mas nunca dos cartéis de Miami, de Nova Iorque ou de Chicago. O cartel de Cali vendeu 2 mil milhões de dólares de cocaína aos EUA. O que significa que alguém fez 16 mil milhões, que nunca saíram do circuito financeiro dos EUA.

O que mudou hoje no negócio das drogas?
Na época do meu pai, “coronar” 300 quilos de cocaína era uma odisseia. O meu pai conseguia 500 quilos e o seu cartel de Medellín já era uma megacorporação do narcotráfico. Comparado com os narcotraficantes de hoje, o meu pai era um bebé de fraldas. Os de hoje ensaiam uma rota de narcotráfico não com 400 quilos, mas com 4 mil. Se os perdem, não se passa nada. Se funciona, mandam logo 30 mil de uma só vez. E isto é feito por uma só pessoa ou duas. Não há nenhum cartel.

São uma espécie de agentes?
Há de tudo. Mas os “narcos” modernos aprenderam que não devem ser personagens violentas como Pablo Escobar, que atraíam a si toda a atenção. Não é inteligente para o negócio enfrentar abertamente o Estado, com terrorismo, sequestros, bombas, prémios pelo assassínio de polícias. Um “bom” traficante de drogas hoje não faz isso.

Que consequências teria a legalização?
Graças à proibição, não há nenhum controlo. O Estado demite-se do problema. Não lhe interessa. Não regula, não certifica. Diz apenas: “Trafiquem à vontade, dêem-me a minha parte.” Não faz sentido continuarem a proibir drogas, quando a pior droga, o álcool, já está legalizada. Que é a porta de entrada para todas as drogas. Aliás, atrevo-me a dizer que a cocaína já está legalizada. Porque chega-nos facilmente ao domicílio. Em qualquer país do mundo, se fizermos um telefonema a pedir pizza e outro droga, a droga chega primeiro. E vem mais quente que a pizza.

A droga chega onde quer e a única forma de a combater é através da educação, da cultura, da arte. É um problema de saúde pública, não se resolve pela força policial ou militar. Não podemos acreditar que depois de 40 anos de fracasso na luta contra as drogas, podemos ter resultados melhores aplicando a mesma fórmula. Essa guerra está perdida. Mas a violência não pára. Veja o México. É o mesmo modelo trasladado para outro lugar. Vai mudando. Antes era na Bolívia e Peru, depois Colômbia, amanhã na Venezuela e Panamá. Vai-se movendo, se te chateiam aqui, vais para ali. Os estados não fazem nada, porque são máquinas lentas e burocráticas, que só têm a ganhar com a corrupção que a proibição permite.

Que provas há de que a legalização diminuiria o consumo?
Está demonstrado que o álcool é a pior das drogas, e já a legalizámos. E as ruas não estão propriamente repletas de bêbados e de mortos, por causa disso. Uma pessoa pode comprar uma garrafa de whisky legalmente, com cartão de crédito, pagando impostos, isso não a converte em alcoólica ou assassina. Há uma consciência, uma educação que nos permite lidar com as coisas. Se comprássemos uma dose de cocaína da Bayer a um dólar, na farmácia, seria 95 por cento pura, menos nociva do que a do traficante. Os impostos que pagaríamos ajudariam a lançar campanhas eficientes contra o consumo, como temos a respeito do tabaco.

Há pessoas com problemas psicológicos toda a vida devido a traumas como o divórcio dos pais ou o abuso de um professor. No seu caso, como se vive com a infância que teve?
Vejo na televisão casos como o de um soldado que passa o tempo a chorar, não desfruta a vida, porque um dia uma bala lhe passou a raspar por uma orelha. E eu penso: o que vai ser de mim? Se aquele, só porque uma balita lhe roçou a orelha… A minha opção é tirar partido do que aprendi. Dando valor à vida e à liberdade e não ao dinheiro, por exemplo. Eu venho a Portugal e a Espanha e trago 1500 euros no bolso. Noutra época, nunca viria com menos de 100 mil, só para as despesas básicas. Mas é agora que me sinto rico, por andar livre e tranquilo.
 

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As extravagâncias de Pablo Escobar, o barão da droga

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