Sindicato alerta para regresso de milhares de trabalhadores de Angola

Sindicato da Construção diz que já há dezenas de trabalhadores a regressar a Portugal e que situação vai agravar-se.

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Angola reviu em baixa as previsões de crescimento do PIB em 2016 de 3,3% para 1,3% Siphiwe Sibeko/

Numa conferência de imprensa sobre os problemas dos trabalhadores do sector a trabalhar em Angola, o presidente do Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro, afirmou que foi pedida uma audiência de carácter urgente ao embaixador angolano em Portugal, que terá como passo seguinte uma deslocação do sindicato a Luanda, desde que dadas “garantias”.

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Numa conferência de imprensa sobre os problemas dos trabalhadores do sector a trabalhar em Angola, o presidente do Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro, afirmou que foi pedida uma audiência de carácter urgente ao embaixador angolano em Portugal, que terá como passo seguinte uma deslocação do sindicato a Luanda, desde que dadas “garantias”.

“Já estão a vir às dezenas, mas vão vir aos milhares, os trabalhadores da construção, para Portugal se não se tomarem medidas”, disse Albano Ribeiro, que sublinhou que o problema se concentra nos designados “angariadores de mão-de-obra” e não nas “empresas idóneas”.

O dirigente sindical disse que, do que estima serem 100 mil trabalhadores portugueses no sector da construção em Angola, 30% estarão ligados a esses angariadores, que farão promessas de salários de 2.500 euros, seguindo-se a mudança de tom uma vez naquele país: “Se quiseres ficar aqui ganhas 1.000 euros e vais ficar num contentor sem ar condicionado”.

Albano Ribeiro frisou que é possível que surjam agora casos de “trabalhadores que não têm dinheiro para se deslocarem para Portugal”.

A construção de novas estradas e de equipamentos da área social previstos para este ano em Angola está suspensa, devido à crise financeira que o país atravessa com a quebra das receitas petrolíferas, anunciou fonte do Governo na sexta-feira.

Em Outubro do ano passado, o chefe de Estado angolano anunciou que a quebra nas receitas petrolíferas da exportação do petróleo levaria ao adiamento da meta de construção de 63 mil salas de aulas, inicialmente apontada para três anos.