Obama prolonga missões de combate no Afeganistão por mais um ano

9800 soldados que vão ficar no país após saída da NATO autorizadas a lançar operações contra taliban.

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A missão da NATO termina no final do ano e a maioria dos soldados estrangeiros já deixou o país Omar Sobhani/Reuters

Na prática, a ordem estende por mais um ano a actual missão das forças americanas no Afeganistão, apesar de, em Maio, Obama ter anunciado que o contingente americano que vai ficar no país após o fim do mandato da ONU ficaria incumbido de treinar as forças afegãs e de continuar as operações antiterroristas contra células da Al-Qaeda e grupos afiliados. Além de operações no terreno, a ordem assinada por Obama autoriza ainda os caças e bombardeiros americanos a lançar ataques contra os rebeldes, em apoio ao Exército afegão.

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Na prática, a ordem estende por mais um ano a actual missão das forças americanas no Afeganistão, apesar de, em Maio, Obama ter anunciado que o contingente americano que vai ficar no país após o fim do mandato da ONU ficaria incumbido de treinar as forças afegãs e de continuar as operações antiterroristas contra células da Al-Qaeda e grupos afiliados. Além de operações no terreno, a ordem assinada por Obama autoriza ainda os caças e bombardeiros americanos a lançar ataques contra os rebeldes, em apoio ao Exército afegão.

Segundo o jornal, o recuo foi decidido por pressão das chefias militares – apesar da oposição de alguns elementos da Administração – que pediam mais tempo para concluir as actuais missões.

Há vários meses que se discutia o quão ampla deveria ser missão dos mililitares americanos que vão permanecer no país ao abrigo do acordo bilateral de segurança assinado com Cabul, mas na decisão de Obama de alinhar com os militares pesaram sobretudo dois factores, adianta o jornal.

Por um lado, o avanço dos radicais do Estado Islâmico no Iraque veio dar força aos que criticaram o Presidente por ter retirado todos os soldados do Iraque em 2011, deixando o Exército iraquiano sozinho na luta contra os grupos rebeldes, quando a situação de segurança no país era muito mais estável do que a que se vive no Afeganistão, onde 13 anos de guerra não foram suficientes para derrotar os rebeldes, que mantêm forte presença no Sul e Leste do país.

Por outro, o novo Presidente afegão, Ashraf Ghani, mostrou-se mais favorável do que o seu antecessor, Hamid Karzai, a uma continuação da cooperação militar entre os dois países – o jornal adianta mesmo que nas últimas semanas pediu a Washington que os soldados americanos continuem a lutar contra os taliban durante o próximo ano.

Não é claro se o prolongamento das missões de combate implica alterações ao nível do contingente. Os actuais planos prevêem que dos quase cem mil soldados americanos que chegaram a estar destacados no Afeganistão, 9800 fiquem no país após Dezembro, sendo acompanhados por cerca de quatro mil militares de Itália, Alemanha e Turquia. Metade do contingente deverá abandonar o país no final do próximo ano e os restantes até Dezembro de 2016.