Barclays confirma rescisão com cerca de 400 trabalhadores

O banco britânico vai fechar até 70 agências em Portugal, cerca de metade das que existem actualmente.

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Processo deverá estar concluído no início de 2015 Foto: Shamila Mussa (arquivo)

O gestor italiano confirmou a informação avançada pela agência Lusa há cerca de uma semana, detalhando que o processo de redução dos trabalhadores estará pronto até ao final de Outubro, passando por um programa de rescisões voluntárias, tal como já aconteceu em 2012 e 2013 (anos em que o banco cortou centenas de postos de trabalho e fechou mais de uma centena de balcões em Portugal). "Contamos ter o plano fechado no final do primeiro trimestre de 2015", disse, assegurando que a redução de colaboradores vai ser feita "de forma justa".

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O gestor italiano confirmou a informação avançada pela agência Lusa há cerca de uma semana, detalhando que o processo de redução dos trabalhadores estará pronto até ao final de Outubro, passando por um programa de rescisões voluntárias, tal como já aconteceu em 2012 e 2013 (anos em que o banco cortou centenas de postos de trabalho e fechou mais de uma centena de balcões em Portugal). "Contamos ter o plano fechado no final do primeiro trimestre de 2015", disse, assegurando que a redução de colaboradores vai ser feita "de forma justa".

O Barclays emprega actualmente 1464 pessoas em Portugal na área de retalho e conta com 147 agências bancárias. As áreas de banca de investimento, corporate [grandes empresas] e cartões de crédito (Barclayscard) não vão ser afectadas.

Em Maio, o presidente executivo do Barclays, Antony Jenkins, anunciou a revisão da estratégia do grupo, assumindo que a presença do banco no retalho em Portugal (tal como em Espanha, França e Itália) deixou de ser considerada estratégica. "Em Portugal, estamos num caminho diferente do seguido em Espanha, onde a operação está a ser vendida [ao CaixaBank, por 800 milhões de euros]", realçou Corradini, que é o responsável pelo retalho do Barclays nos dois países da Península Ibérica.

Segundo o gestor, "o objectivo é a operação portuguesa ser rentável em 2016"; nessa altura será feito um ponto de situação. Isto, se até lá não surgir um comprador interessado na operação de retalho que o banco britânico desenvolve no mercado português.

"A opção que tomámos é a que neste momento cria mais valor para o banco", considerou, por seu turno, Carlos Brandão, country manager do Barclays para Portugal. "O grupo deu-nos fundos suficientes para executar este plano", frisou, sem especificar os montantes envolvidos nesta nova etapa de redução da rede em Portugal.

O designado plano social foi apresentado nesta terça-feira aos trabalhadores e quadros de topo do Barclays em Portugal, seguindo-se a sua comunicação aos sindicatos e reguladores. "Vamos ter uma dimensão inferior, mas vamos continuar a ter presença à escala nacional", vincou Carlos Brandão, assegurando que o banco pretende "manter presença nas principais cidades". E acrescentou: "Não é um processo fácil, mas queremos continuar em Portugal. Queremos reter o talento, ao mesmo tempo que redesenhamos a organização."