Um álbum singular e universal

Os Buraka Som Sistema continuam a deter uma sonoridade tão promíscua quanto singular, com um toque de produção que lhe atribui universalidade.

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Steve Stills

Ou seja, por um lado existe um conjunto de temas com linhas de continuidade em relação ao passado recente, como StoopidVuvuzela (Carnaval) ou Van damme, espelhando influências de inúmeras tipologias e de diversos contextos urbanos do mundo globalizado de hoje (kuduro, baile funk, moombhaton, cumbia, dancehall ou house) que confluem para um som desvairado e dançante, que acaba por espelhar o tipo de música que o colectivo por norma expõe nos seus espectáculos ao vivo.

Há também uma vontade nítida de aproximação à estrutura convencional da canção, como se vislumbra em Parede, In a minute ou Lights off, em que exploraram as possibilidades vocais, como talvez nunca antes sucedera, dos seus membros – principalmente de Andro, mas também de Kalaf e Blaya. E depois há canções diferentes do que já fizeram até aqui, como a exótica Bumbum, numa linha de aproximação ao chamado afrohouse. Ou Sente, em que o som se torna mais balanceado, envolvente e sensorial. Ou a excelente Do me now, onde contam com a voz convidada da inglesa Yadi e com pormenores de zouk bass introduzidos pelo português Bison, acabando por criar uma ponte entre kizomba e R&B.

Como eles dizem, podiam optar por não fazer qualquer álbum. No circuito onde se movimentam, o formato já não tem a relevância de outrora. Mas insistem em fazê-lo porque lhes dá satisfação e ainda bem, porque se é verdade que existe sempre um ou outro tema que acaba por se destacar em cada álbum do grupo, a verdade é que o todo acaba por funcionar. Apesar da multiplicidade de referências, de ambientes e de novos sons que vão incorporando – desta feita alguns temas contêm sopros, o que não era usual – o grupo continua a deter uma sonoridade tão promíscua quanto singular, com um toque de produção que lhe atribui universalidade.
 

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Ou seja, por um lado existe um conjunto de temas com linhas de continuidade em relação ao passado recente, como StoopidVuvuzela (Carnaval) ou Van damme, espelhando influências de inúmeras tipologias e de diversos contextos urbanos do mundo globalizado de hoje (kuduro, baile funk, moombhaton, cumbia, dancehall ou house) que confluem para um som desvairado e dançante, que acaba por espelhar o tipo de música que o colectivo por norma expõe nos seus espectáculos ao vivo.

Há também uma vontade nítida de aproximação à estrutura convencional da canção, como se vislumbra em Parede, In a minute ou Lights off, em que exploraram as possibilidades vocais, como talvez nunca antes sucedera, dos seus membros – principalmente de Andro, mas também de Kalaf e Blaya. E depois há canções diferentes do que já fizeram até aqui, como a exótica Bumbum, numa linha de aproximação ao chamado afrohouse. Ou Sente, em que o som se torna mais balanceado, envolvente e sensorial. Ou a excelente Do me now, onde contam com a voz convidada da inglesa Yadi e com pormenores de zouk bass introduzidos pelo português Bison, acabando por criar uma ponte entre kizomba e R&B.

Como eles dizem, podiam optar por não fazer qualquer álbum. No circuito onde se movimentam, o formato já não tem a relevância de outrora. Mas insistem em fazê-lo porque lhes dá satisfação e ainda bem, porque se é verdade que existe sempre um ou outro tema que acaba por se destacar em cada álbum do grupo, a verdade é que o todo acaba por funcionar. Apesar da multiplicidade de referências, de ambientes e de novos sons que vão incorporando – desta feita alguns temas contêm sopros, o que não era usual – o grupo continua a deter uma sonoridade tão promíscua quanto singular, com um toque de produção que lhe atribui universalidade.
 

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