Equipa internacional já procura alunas raptadas na Nigéria

Conselho de Segurança da ONU pondera agir contra o Boko Haram. Michelle Obama ocupou o tempo de antena do marido.

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"Os verdadeiros homens não compram crianças", diz o cartaz do manifestante nigeriano Reuters

“Todas as instalações das Forças Armadas e da polícia nacional, assim como de outras entidades, estão ao serviço desta busca”, disse, em comunicado, o porta-voz do Ministério nigeriano da Defesa, general Chris Olukolade. “O maior desafio é lidar com informações equívocas que não levam a qualquer pista. Mas não nos irá desencorajar e este esforço conjunto vai continuar”, disse.

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“Todas as instalações das Forças Armadas e da polícia nacional, assim como de outras entidades, estão ao serviço desta busca”, disse, em comunicado, o porta-voz do Ministério nigeriano da Defesa, general Chris Olukolade. “O maior desafio é lidar com informações equívocas que não levam a qualquer pista. Mas não nos irá desencorajar e este esforço conjunto vai continuar”, disse.

O porta-voz avançou que, para participar nas operações ao lado das equipas estrangeiras — compostas sobretudo por especialistas em análise de informações e imagens —, foram destacadas duas unidades do Exército que estavam estacionadas na zona onde ocorreram os raptos, no nordeste, junto à fronteira com o Chade. O Reino Unido anunciou também o envio de “conselheiros governamentais” e o Governo da China disse que vai partilhar dados que obteve através de satélites e que poderão permitir detectar as movimentações dos islamistas nos dias dos raptos.

“Se for preciso, a equipa será reforçada”, disse à agência AFP uma fonte da presidência francesa que adiantou que os técnicos enviados correspondem ao pedido feito pelo Presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, ao chefe de Estado francês, François Hollande, numa conversa telefónica no passado dia 7.

A mesma fonte disse que Hollande assegurou que a França reforçará a ajuda que já dá à Nigéria no combate ao terrorismo islamista.

O rapto das raparigas por parte do grupo que é contra a educação das mulheres e pretende criar um estado islâmico no nordeste da Nigéria provocou um raro consenso, com os países a condenarem o acto e a exigiram a libertação das alunas. Na sexta-feira à noite, o Conselho de Segurança das Nações Unidas emitiu um comunicado exigindo a libertação imediata do grupo e admitindo vir a tomar medidas contra os islamistas — não especificava de que género. A mensagem dizia que o Conselho tem a “intenção de acompanhar de forma activa a situação das raparigas sequestradas e de considerar medidas apropriadas contra o Boko Haram”.

Pelo mundo fora, muitas celebridades aderiram à campanha “Devolvam as nossas raparigas” (Bring back our girls) e, este sábado, Michelle Obama — que já tinha pousado na Casa Branca com um cartaz — leu uma mensagem sobre as alunas nigerianas no espaço que, todas as semanas, o Presidente dos Estados Unidos usa para falar aos americanos.

“O que aconteceu na Nigéria não é um incidente isolado. É uma história que vemos todos os dias quando as raparigas em todo o mundo arriscam a vida para perseguir as suas ambições”, disse Michelle Obama. A primeira-dama falou no caso de Malala Yousafzai, a paquistanesa atingida a tiro na cabeça por taliban paquistaneses devido à sua campanha pela educação das mulheres no Paquistão. “A coragem e a esperança assumidas por Malala e pelas raparigas como ela em todo o mundo devem ser um chamamento à acção”.