Tweel, o pneu do futuro

O futuro dos pneumáticos está numa invenção da Michelin, o “tweel” — fusão das palavras “tire” (pneu) e “wheel” (roda)

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Quem se lembra do que foi a revolução trazida pelo pneu “tubeless” no final dos anos 80 e início dos anos 90 (apesar de ter sido inventado em 1928 no Reino Unido)? O tal que nos livrou dos remendos em câmaras de ar, montagens e trocas complicadas, vai gostar de saber que o próximo passo vem aí… e ainda tem “mais vantagens” e “menos pneu”.

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Quem se lembra do que foi a revolução trazida pelo pneu “tubeless” no final dos anos 80 e início dos anos 90 (apesar de ter sido inventado em 1928 no Reino Unido)? O tal que nos livrou dos remendos em câmaras de ar, montagens e trocas complicadas, vai gostar de saber que o próximo passo vem aí… e ainda tem “mais vantagens” e “menos pneu”.

O futuro dos pneumáticos está numa invenção da Michelin, o “tweel” — fusão das palavras “tire” (pneu) e “wheel” (roda), e que é, na realidade, um misto desses dois termos. O “tweel” tem em si a estrutura de uma jante (estrutura mais central, em metal ou numa liga leve como a fibra de carbono) que o liga ao eixo do carro, com um perfil em “teia de aranha”, mas também com um exterior em borracha, que garante a flexibilidade, conforto e boa aderência ao piso.

E quais são as vantagens do tweel sobre o pneu convencional?

1 — Tolerância quase total aos furos — embora o “tweel” possa sofrer danos estruturais que obriguem à sua troca, o comum furo não será um deles, dado que o ar circula livremente por ele e não haverá perda de aderência ou alteração da superfície de contacto caso o mesmo ocorra.

2 — Custos de fabrico e manutenção mais baixos — a quantidade de material empregue é menor, a facilidade de manutenção é maior, o que leva a um custo (para o público) mais baixo, logo que a produção seja massificada.

3 — Conforto e segurança — desde a possibilidade de se terem “layouts” muito variados, de acordo com as necessidades do carro/condutor, ao facto de o pneu se adaptar melhor aos vários tipos de condições climatéricas (nomeadamente, o “fim” do “aqua-planning”).

O design já foi premiado internacionalmente e já está em comercialização desde 2012 nos EUA, após algumas correcções de vibrações e ruídos que foram necessárias, pelo que só fica uma pergunta: para quando, por cá?