Está a juntar-se um mar de gente em Roma contra as políticas de austeridade

A contestação comum é a proposta de Orçamento do Estado para 2014, mas as 20.000 pessoas esperadas na capital italiana representam vários movimentos da sociedade.

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A capital italiana está praticamente encerrada, com 4000 agentes da polícia a protegerem vários edifícios estratégicos, principalmente os ministérios.

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A capital italiana está praticamente encerrada, com 4000 agentes da polícia a protegerem vários edifícios estratégicos, principalmente os ministérios.

Algumas centenas de manifestantes passaram a noite em tendas em frente à Praça de S. João, onde na manhã deste sábado foram chegando autocarros de vários pontos do país.

As imagens transmitidas em directo pelo site do jornal La Repubblica mostram que a manifestação conta com a presença de movimentos muito diferentes, desde o No Tav, que se opõe à linha ferroviária de alta velocidade, a imigrantes, estudantes e trabalhadores precários.

Durante a noite foram detidas nove pessoas na posse de petardos, armas brancas e extintores, que se juntaram aos cinco cidadãos franceses expulsos na sexta-feira pelo mesmo motivo.

"Querem fazer crer que somos do Black bloc, mas isso não é verdade", disse ao La Repubblica um dos manifestantes, referindo-se ao termo que define uma técnica de manifestação geralmente associada a grupos anarquistas.

Através da rede social Twitter, o grupo Anonymous Italy apelou aos moradores da cidade que abram as suas redes de Internet sem fios, para o caso de as autoridades bloquearem o acesso à rede telefónica.

A manifestação foi convocada para protestar contra as medidas de austeridade incluídas no Orçamento do Estado de Itália para 2014, que tem como objectivo reduzir o défice para 2,5% no próximo ano.

Vários sectores da sociedade italiana criticam o documento por considerarem que não apresenta medidas com vista ao crescimento económico e que não é suficientemente ambicioso na descida de impostos. Os funcionários públicos e trabalhadores dos sectores da saúde e dos transportes cumpriram na sexta-feira um dia de greve e os sindicatos já anunciaram a realização de protestos mais alargados na próxima semana.