Portugal exporta pela primeira vez sémen de bovino para o Brasil

Desde os anos 1990 que as associações de criadores de bovino de raça alentejana querem concretizar exportações de material genético.

Foto

As primeiras 1500 doses já seguiram de avião para aquele país que, segundo Pedro Espadinha, da ACBRA, mobiliza no Brasil anualmente 12 milhões de doses por ano.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

As primeiras 1500 doses já seguiram de avião para aquele país que, segundo Pedro Espadinha, da ACBRA, mobiliza no Brasil anualmente 12 milhões de doses por ano.

“O mercado da genética bovina vale muitos milhões de euros e pode ser de grande potencial para os produtores nacionais”, diz Pedro Espadinha, acrescentando que a exportação é um estímulo à produção.

As semelhanças entre as raças brasileira Caracu e a Alentejana têm aproximado criadores de animais dos dois países e há muito que havia a intenção de exportar sémen de bovino nacional. “Em Abril, após um pedido do Brasil de aquisição de sémen desta raça Alentejana deu-se início ao primeiro processo de exportação de material genético desta raça”, explica a associação portuguesa. “A internacionalização da raça bovina Alentejana é uma indiscutível oportunidade para o sector”, continua.

O processo burocrático só agora foi desbloqueado. A ACBRA espera poder vender sémen de bovinos para Angola e Moçambique. “Estamos a encetar negociações nesse sentido”, disse Pedro Espadinha.

No Brasil, o sémen servirá para inseminação de animais de raça Caracu e para cruzamento de raça Nelore.