António Costa assume unidade e defende o PS como alternativa

António Costa subiu ao palco do XIX Congresso do PS para oficialmente enterrar o machado de guerra e assumir o seu apoio a António José Seguro.

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Nelson Garrido

Já no final do seu discurso, o presidente da Câmara de Lisboa, que há uns meses chegou a admitir candidatar-se a líder do PS, afirmou que o actual secretário-geral tem perante si “todo o Partido Socialista” e, apontado paras as próximas eleições autárquicas, europeias e legislativas, garantiu: “Estamos aqui todos juntos.”

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Já no final do seu discurso, o presidente da Câmara de Lisboa, que há uns meses chegou a admitir candidatar-se a líder do PS, afirmou que o actual secretário-geral tem perante si “todo o Partido Socialista” e, apontado paras as próximas eleições autárquicas, europeias e legislativas, garantiu: “Estamos aqui todos juntos.”

Começando por dizer que “todos perceberam que o Governo falhou”, apresentou o PS como a alternativa pois é um partido que tem “convicções firmes” na Europa: “Nós não estamos contra a Europa, nós não existimos do Euro.” Costa sustentou também que o crescimento do país “não passa pelo empobrecimento” nem “por salários baixos”, nem ainda pelo crescimento da “contrafacção” e do “trabalho infantil”.

Costa sublinhou a necessidade de “reformar para garantir a sustentabilidade” do modelo de desenvolvimento. E apoiou o caminho da alternativa do PS com quatro pilares. Primeiro: “renegociar o memorando com a troika”, já que “a manter esta trajectória não cumprimos nenhum objectivo do memorando”. E acusou o Governo de não cumprir o financiamento às empresas porque “ajoelhou perante a banca”. E defendeu que “há uma Europa para além da troika como hás uma Alemanha além da senhora Merkel”.

O segundo pilar apresentado por Costa foi o da estabilização da economia e e terceiro a negociação dos fundos comunitários que “serão a base de investimento” do país, sendo “imperdoável que Portugal esteja tão atrasado nos seus programas”. Já o quarto pilar é, para Costa, o assegurar de um acordo estratégico de concertação e o retomar do diálogo político.