Coreia do Norte ameaça EUA com ataque nuclear para "destruir bastiões do agressor"

Conselho de Segurança da ONU votou por unanimidade o reforço das sanções a Pyongyang.

Foto
Milhares em Pyongyang denunciaram "a agressão americana" NORTH KOREAN TV /AFP

A nova ameaça, que marca mais uma escalada na retórica belicista de Pyongyang, foi feita horas antes de uma votação no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que visou reforçar as sanções contra a Coreia do Norte como represália ao ensaio atómico realizado a 12 de Fevereiro.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

A nova ameaça, que marca mais uma escalada na retórica belicista de Pyongyang, foi feita horas antes de uma votação no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que visou reforçar as sanções contra a Coreia do Norte como represália ao ensaio atómico realizado a 12 de Fevereiro.

Os 15 membros do Conselho de Segurança (incluindo China e Rússia) votaram nesta quinta-feira, por unanimidade, o reforço das restrições financeiras à Coreia do Norte e um aumento da vigilância para controlar os bens e as mercadorias que entram e saem do país. O objectivo é impedir que o regime consiga financiamento para alimentar as suas ambições militares e balísticas.

“A comunidade internacional não vai tolerar a continuação do arsenal nuclear” da Coreia do Norte, disse o secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, saudando a unanimidade da votação.

Depois de ter ameaçado quebrar o acordo de armistício da guerra da Coreia em 1953, o regime norte-coreano apontou agora a mira aos EUA. “As nossas forças revolucionárias reservam-se o direito de lançar um ataque nuclear preventivo para destruir os bastiões do agressor”, declarou um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Citado pela agência oficial KCNA, o mesmo porta-voz avisou que uma segunda guerra da Coreia é “inevitável”, depois de Washington e Seul terem recusado cancelar as manobras militares conjuntas previstas para a próxima semana. Segundo aquele responsável norte-coreano, a nulidade do armistício entrará em vigor assim que esses exercícios começarem.

O Rodong Sinmun, jornal oficial do partido único, explorou na primeira página a ameaça de uma “guerra termonuclear”. “A guerra não será confinada à península coreana”, avisa, aludindo ao arsenal balístico do país que, segundo o jornal, é suficientemente poderoso para atacar território americano, em particular as ilhas do Pacífico.

Na praça Kim Il-sung, no centro de Pyongyang, o regime juntou milhares de militares e civis para denunciar “a agressão americana”.