Melodrama impecável

No papel, não haveria muito a esperar desta adaptação da história verídica do lendário surfista californiano Jay Moriarity e do modo como, aos 16 anos, desafiou as ondas gigantescas do spot conhecido como Mavericks. Mas por trás do título pateta e da matriz do melodrama inspiracional americano em que um homem transcende os seus limites, escondem-se um impecável melodrama clássico sobre um filho em busca de um pai e um pai em busca de um filho, e um filme que consegue comunicar de modo físico e visceral a paixão do surf. Tudo graças às mãos seguras de Curtis Hanson, realizador de L. A. Confidencial e 8 Mile (e do britânico Michael Apted, que tomou as rédeas quando Hanson teve de se afastar por doença), à sua capacidade de centrar a história nas pessoas que a vivem e de dar latitude aos actores para criarem, mais do que personagens, pessoas. Sem surpresas, é certo, mas com uma honestidade de processos refrescante e uma fé no classicismo que parece quase arcaica nos dias de hoje.

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No papel, não haveria muito a esperar desta adaptação da história verídica do lendário surfista californiano Jay Moriarity e do modo como, aos 16 anos, desafiou as ondas gigantescas do spot conhecido como Mavericks. Mas por trás do título pateta e da matriz do melodrama inspiracional americano em que um homem transcende os seus limites, escondem-se um impecável melodrama clássico sobre um filho em busca de um pai e um pai em busca de um filho, e um filme que consegue comunicar de modo físico e visceral a paixão do surf. Tudo graças às mãos seguras de Curtis Hanson, realizador de L. A. Confidencial e 8 Mile (e do britânico Michael Apted, que tomou as rédeas quando Hanson teve de se afastar por doença), à sua capacidade de centrar a história nas pessoas que a vivem e de dar latitude aos actores para criarem, mais do que personagens, pessoas. Sem surpresas, é certo, mas com uma honestidade de processos refrescante e uma fé no classicismo que parece quase arcaica nos dias de hoje.