Em breve vamos poder viajar em África a preços low-cost com passagem em Angola

Viajar a preços 'low-cost' para o Quénia, Gana, Tanzânia e Angola está cada vez mais perto de se concretizar. A companhia será a Fastjet.

Foto

Os voos "low-cost" estão prestes a chegar à África central e África do Sul. Países como Quénia, Tanzânia, Gana e Angola são os próximos destinos do easyGroup - grupo de Stelios Haji-Ioannou, fundador da easyJet. 

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

Os voos "low-cost" estão prestes a chegar à África central e África do Sul. Países como Quénia, Tanzânia, Gana e Angola são os próximos destinos do easyGroup - grupo de Stelios Haji-Ioannou, fundador da easyJet. 

 

A intenção foi avançada com a notícia de aquisição da Lonrho/Fly540 pela Rubicon, empresa de investimentos britânica participada pelo easyGroup, por 87,5 milhões de dólares (69,2 milhões de euros).

Foto

 

Na prática, isto representará o nascimento da nova Fastjet, que levará para o continente africano preços semelhantes aos praticados pelas companhias de baixo custo pela Europa. A nova companhia surgirá a partir da já existente Fly540, com base em Nairobi, Quénia.

 

"Este é mais um pequeno passo, embora significativo, para fazer chegar as viagens de baixo custo, a milhões de pessoas que vivem em África", explica Stelios Haji-Ioannou ao The Guardian. No continente africano, as cidades são separadas por grandes distâncias, uma situação que para o fundador da easyJet "traduz-se num mercado com potencialidade para fazer milhões".

 

África "é extremamente carente do ponto de vista da aviação", conclui Ed Winter, antigo director de operações da easyJet e um dos nomes apontados para assumir o lugar da easyGroup na administração da Rubicon. O outro é o do próprio Stelios.

 

E as contas fazem-se quase de cabeça. "Se tivermos em conta a população total dos quatro países, serão 100 milhões de pessoas; se imaginarmos que todos os nossos clientes, que viajam sozinhos desses países, podem tornar-se clientes regulares da EasyJet - ou seja cerca de 3 milhões de pessoas, isto poderia gerar algo como 12.8 milhões de passageiros anualmente", explicou Winter ao The Guardian.

 

O próximo passo será expandir a FastJet por todo o continente africano. O Boeing 737 ou um Airbus A319 serão os modelos utilizados nos voos que a comapnhia aérea pretende utilizar nos países africanos.

 

Conflito entre Stelios e a easyJet

O multimilionário grego-cipriota Stelios Haji-Ioannou destacou-se no sector da aviação comercial por ter criado, em 1995, a easyjet. Em 2010, demitiu-se da direcção da companhia britânica. Desde então, os conflitos entre Stelios e a easyJet têm tido ecos público, com o milionário a assumir uma atitude crítica quanto à política de expansão executada pela presidente executiva Carolyn McCall.

 

Mas do lado da easyjet também chovem críticas: quando o seu fundador anunciou estar preparado uma nova companhia aérea, a easyJet fez saber estar preparada para "tomar as medidas necessárias para protegerem os direitos da easyJet e os interesses dos seus accionistas". A reacção de Stelios chegou pelo The Telegraph em finais do ano passado: "Por um lado, [os responsáveis da easyJet] andam a dizer à imprensa que a minha estratégia para a easyJet é errada; por outro lado, gastam dinheiro dos accionistas em advogados caros para me manterem fora da indústria". O P3  tentou contactar a easyJet e o grupo easyGroup, mas não obteve qualquer resposta.

 

Texto actualizado às 14h20 do dia 15 de Junho de 2012