Crise na Europa vai afectar mobilidade dos estudantes

Coordenador do programa Erasmus da Universidade de Lisboa, Vasco Pereira da Silva, acredita que diminuição do número de estudantes a fazer programas como Erasmus vai cair

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Bolsa atribuída pela UE “não é suficientemente grande” para que alunos estudem fora do país Paulo Pimenta

O coordenador do Programa Erasmus da Universidade de Lisboa, Vasco Pereira da Silva, acredita que a crise na Europa vai afectar a mobilidade dos estudantes, defendendo formas de financiamento complementares, nomeadamente patrocínios.

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O coordenador do Programa Erasmus da Universidade de Lisboa, Vasco Pereira da Silva, acredita que a crise na Europa vai afectar a mobilidade dos estudantes, defendendo formas de financiamento complementares, nomeadamente patrocínios.

“A crise está a trazer, em termos europeus, uma diminuição do número de estudantes”, afirmou Vasco Pereira da Silva à agência Lusa à margem de uma conferência europeia sobre a estratégia para o ensino superior até 2020.

O problema, referiu, é discutido em todas as reuniões internacionais em que participa e Portugal não deverá ser excepção. “Estou convencido que, dentro de pouco tempo, a crise terá em Portugal as consequências que tem nos outros países e que vai haver uma redução do número de estudantes”, declarou.

Novos incentivos

Os estudantes recebem uma bolsa que é atribuída pela União Europeia e que, segundo Vasco Pereira da Silva, “não é suficientemente grande” para permitir que todos os interessados sigam para o estrangeiro “em boas condições”. Além de melhores bolsas, o professor defende outro tipo de incentivos para o estudo no estrangeiro, nomeadamente a dispensa de pagamento de propinas na universidade de origem e patrocínios de associações de antigos alunos ou outras entidades.

Questionado sobre a possibilidade de mecenato nesta área, Vasco Pereira da Silva admitiu ser uma alternativa a considerar. “Pode ser um sistema a instituir, embora tudo isto sejam realidades complementares, no âmbito de uma bolsa que é atribuída pela União Europeu”, defendeu.