O Código Base

O inglês Duncan Jones mostrou com "Moon - O Outro Lado da Lua" (2009), inteligente exercício de ficção científica anos 1970 inteiramente ambientado num único cenário com um único actor, ser cineasta que valia a pena seguir. À segunda fita, ei-lo promovido ao patamar superior da produção americana, assinando com "O Código Base" um novo exercício de ficção científica centrado na ficção mais do que na ciência, com um excelente Jake Gyllenhaal no papel de um piloto militar que dá por si durante oito minutos no corpo de um passageiro de um comboio suburbano que vai ser alvo de um atentado terrorista, buscando pistas que levem à identificação do seu autor.

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O inglês Duncan Jones mostrou com "Moon - O Outro Lado da Lua" (2009), inteligente exercício de ficção científica anos 1970 inteiramente ambientado num único cenário com um único actor, ser cineasta que valia a pena seguir. À segunda fita, ei-lo promovido ao patamar superior da produção americana, assinando com "O Código Base" um novo exercício de ficção científica centrado na ficção mais do que na ciência, com um excelente Jake Gyllenhaal no papel de um piloto militar que dá por si durante oito minutos no corpo de um passageiro de um comboio suburbano que vai ser alvo de um atentado terrorista, buscando pistas que levem à identificação do seu autor.


Mantendo em paralelo a história a correr no interior da cela à qual a personagem de Gyllenhaal está confinada, no mundo real do laboratório onde a experiência militar está a decorrer e nas realidades alternativas criadas por cada novo "regresso ao passado", Jones gere habilmente uma mecânica tensa de série B clássica, muito bem oleada, despachada, inteligente, francamente superior à maior parte da concorrência americana de maior orçamento.

O que falta a "O Código Base" é, apenas, o mesmo rasgo que já faltava a "Moon" - aquele golpe de asa que projectasse o filme da inteligência modesta e sem ambição para o clássico que, a espaços, entrevemos. Mas isso, neste caso, está longe de ser um problema.