Edite Estrela participou em sessão de defesa de direitos dos homossexuais

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Edite Estrela fez questão de estar presente na sessão de lançamento do MPI Miguel Madeira (arquivo)

Esta eurodeputada e número dois da lista do PS ao Parlamento Europeu é uma das figuras políticas que aceitou já integrar este movimento que ultrapassa já as mil adesões. Edite Estrela é a principal responsável por o reconhecimento deste direito ter sido prometido como promessa para a próxima legislatura na moção estratégia com que de José Sócrates foi reeleito líder este ano.

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Esta eurodeputada e número dois da lista do PS ao Parlamento Europeu é uma das figuras políticas que aceitou já integrar este movimento que ultrapassa já as mil adesões. Edite Estrela é a principal responsável por o reconhecimento deste direito ter sido prometido como promessa para a próxima legislatura na moção estratégia com que de José Sócrates foi reeleito líder este ano.

Na sessão pública, apresentada por Sónia Duarte Lopes da Associação para o Planeamento da Família, intervieram a constitucionalista Isabel Mayer Moreira, a actriz e escritora Ana Zanatti, o psiquiatra Daniel Sampaio, e o empresário e comentador Pedro Marques Lopes. Todos defenderam a legalização no Código Civil dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Isto depois da actriz Fernanda Lapa ter lido o manifesto fundador do MPI, que é o primeiro movimento da sociedade civil constituído em Portugal para defesa dos direitos dos homossexuais, especificamente o direito ao casamento. O documento que tem como fim pressionar o poder político a mudar a lei, foi lançado publicamente e entra agora em face de recolha de subscritores na net. (www.igualdade.net).

À sessão de apresentação seguiu-se um debate sobre o futuro do MPI e a sua assumpção como movimento da sociedade política.

Isabel Moreira falou sob o ponto de vista jurídico, Daniel Sampaio na perspectiva da personalidade e da diversidade, Pedro Lopes Marques defendeu este direito na perspectiva da liberdade, da igualdade e da dignidade. Já Ana Zanatti defendeu o direito ao casamento entre homossexual assumindo-se como integrante desta minoria. “Estou a reclamar os meus direitos como cidadã que quer ou não casar”, afirmou Ana Zanatti, considerando ainda que não aceita “perder direitos por ser minoria”.