Smokey Rolls Down Thunder Canyon

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"Niño Rojo", 2004, e "Cripple Crow", 2005, ampliavam as grelhas de leitura acerca da sua actividade, mas em nenhum disco foi tão longe como no novo "Smokey Rolls Down Thunder Canyon", disco desalinhado onde foge ao enquadramento do cantautor americano que sonha ser Bob Dylan. Documentado – sem agrura e enaltecendo a capacidade de amar – a ruptura com Bianca Casady das CocoRosie, é um disco onde se faz acompanhar de músicos fiéis e convidados excepcionais (Chris Robinson dos Black Crowes ou o actor Gael Garcia Bernal). É uma obra ecléctica e poliglota (onde canta em inglês, castelhano e português) e onde cada tema parece render homenagem a uma época, país, espaço ou culturas diferentes. E em nenhum dos desafios cede, apropriando-se do rock dos anos 50 ("Shabop shalom"), do tropicalismo brasileiro ("Samba vexillographica"), do gospel ("Saved"), do dub jamaicano ("The other woman") ou da folk ("Cristobal"), fazendo-os seus. Independentemente da forma que cada canção adopta, há sempre espaço, ambiências sul-americanas e um sentido universal, numa série de caudais onde confluem os mais diversos desejos e atitudes, no disco mais fascinante de Devendra Banhart.

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"Niño Rojo", 2004, e "Cripple Crow", 2005, ampliavam as grelhas de leitura acerca da sua actividade, mas em nenhum disco foi tão longe como no novo "Smokey Rolls Down Thunder Canyon", disco desalinhado onde foge ao enquadramento do cantautor americano que sonha ser Bob Dylan. Documentado – sem agrura e enaltecendo a capacidade de amar – a ruptura com Bianca Casady das CocoRosie, é um disco onde se faz acompanhar de músicos fiéis e convidados excepcionais (Chris Robinson dos Black Crowes ou o actor Gael Garcia Bernal). É uma obra ecléctica e poliglota (onde canta em inglês, castelhano e português) e onde cada tema parece render homenagem a uma época, país, espaço ou culturas diferentes. E em nenhum dos desafios cede, apropriando-se do rock dos anos 50 ("Shabop shalom"), do tropicalismo brasileiro ("Samba vexillographica"), do gospel ("Saved"), do dub jamaicano ("The other woman") ou da folk ("Cristobal"), fazendo-os seus. Independentemente da forma que cada canção adopta, há sempre espaço, ambiências sul-americanas e um sentido universal, numa série de caudais onde confluem os mais diversos desejos e atitudes, no disco mais fascinante de Devendra Banhart.