Reforma aos 65 anos não se aplica à PSP e à GNR

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Nem a GNR nem a PSP serão afectadas pela equiparação dos regimes de aposentação público e privado John Moore/AP

As associações profissionais da PSP e da GNR reúnem-se hoje com o ministro para discutir a reforma do sistema de saúde e para esclarecer quais as medidas de combate ao défice público que vão afectar as autoridades policiais.

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As associações profissionais da PSP e da GNR reúnem-se hoje com o ministro para discutir a reforma do sistema de saúde e para esclarecer quais as medidas de combate ao défice público que vão afectar as autoridades policiais.

A reunião está marcada para as 12h00, no Ministério da Administração Interna. Os polícias e os guardas partem para o encontro com uma questão esclarecida: a da idade de reforma, que o Governo de José Sócrates decidiu fixar nos 65 anos para a função pública e para o sector privado. Segundo o ministro da Administração Interna, erm declarações à rádio TSF, a reunião entre as partes servirá para esclarecer os agentes "sobre a metodologia que está prevista para a alteração do sistema de aposentações, designadamente desfazendo vários equívocos que têm existido na opinião pública" quanto à idade de reforma.

Questionado sobre se os agentes só vão poder reformar-se aos 65 anos de idade, António Costa explicou: "A fórmula dos 65 anos de idade, 40 anos de serviço não será aplicada a todos os corpos especiais" da mesma forma, pelo que os polícias não serão afectados pela equiparação do sistema de aposentações da função pública e do regime geral.

Outro tema em cima da mesa é a remodelação dos susbsistemas de saúde, neste caso para a GNR e PSP. António Costa referiu que hoje vai "entregar às diferentes associações e sindicatos o documento que o Governo tem em preparação para a reforma do sistema de saúde da PSP e da GNR".

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, Alberto Torres, que coordena também a Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças de Segurança, referiu que continuam a ser necessários esclarecimentos sobre as medidas aprovadas em Conselho de Ministros e que alteram os regimes de saúde e aposentações para os funcionários das forças de segurança.

Se as reinvindicações não forem aceites, as forças de segurança admitem realizar uma manifestação em frente à tutela no próximo dia 23.