• Por pressão dos meios de comunicação social, e pela 14.ª vez consecutiva, eis mais um ano em que o Ministério da Educação (ME) faz chegar às redacções dos jornais dados em bruto sobre algumas variáveis de contexto escolar que, depois de trabalhadas, são apresentados em forma de tabela classificativa a que dão o nome de "ranking das escolas". Este procedimento não é seguido por mais nenhum país europeu, apresentando uma imagem pouco rigorosa do que é uma escola.

  • Anualmente, pelo outono, os órgãos de comunicação social elaboram rankings das escolas com base nos resultados dos exames nacionais.

  • A atribuição de créditos horários às escolas como modo de recompensa pelos ganhos obtidos é uma prática nova, sem muito histórico. É também uma prática que comporta o inconveniente de apoiar pontualmente as escolas que melhoram o seu desempenho: por um lado, o apoio é anual e premeia uma dada melhoria pontual; por outro, deixa de lado o mérito de escolas que vão melhorando progressivamente o seu desempenho, mesmo em contextos difíceis e fruto de estratégias pedagógicas sustentadas ao longo de anos de intenso trabalho.

  • A publicação de rankings sobre o desempenho dos alunos nos exames nacionais ainda desperta alguma desnecessária polémica. Continua a existir uma corrente de opinião que os encara como redutores, ameaçadores, descontextualizados e todo aquele conjunto de epítetos que bem conhecemos.