Cultura em Expansão encerra com “O Baile”

O Bairro da Pasteleira recebe “O Baile”, o último evento da edição de 2015 do programa Cultura em Expansão.

Bailes de aldeia feitos pela e para a comunidade, com música ao vivo, organizados por colectividades. Bailes bairristas, com a inspiração do povo, e histórias do povo que neles vivia. É esta a inspiração para o último evento do programa “Cultura em Expansão”, do pelouro da Cultura da Câmara do Porto, que encerra este sábado, no bairro da Pasteleira. “O Baile” é também um espectáculo que sintetiza aquilo que o programa idealizado pelo vereador Paulo Cunha e Silva, que morreu recentemente, significa – a expansão da cultura a todas as zonas da cidade, o acesso à cultura de todos os habitantes, a oferta de programas de arte nos bairros mais fragilizados do Porto.

A concepção do espectáculo remonta a 2012, quando foi pedido a Aldara Bizarro que criasse um espectáculo de dança que representasse as tradições dos bailes de aldeia. A partir daqui, juntaram-se habitantes de Miragaia para esterar a peça, no dia 1 de Junho. Mas o espectáculo não parou por aqui – manteve-se, desde então, em circulação, com adaptações a outros grupos, a outras vivências experienciadas de Norte a Sul do país. Volta agora à cidade de origem, para retratar o bairro da Pasteleira e as histórias que este encerra.

Nesta representação vão participar cerca de 30 residentes do bairro camarário, além de sete bailarinos profissionais e músicos da Banda Marcial da Foz do Douro. “O Baile”, que começa às 16h, contará com a presença do presidente da Câmara, Rui Moreira, e é de acesso livro e gratuito.

O programa Cultura em Expansão encerra assim com mais uma ode aos seus habitantes e as suas tradições, depois de oito meses em que percorreu os recantos da cidade com o intuito de levar experiências culturais a todos, através de espectáculos, sempre gratuitos, que iam do cinema à música, à dança, ao teatro ou à literatura. No total, foram mais de 40 eventos organizados para a comunidade, que se realizaram em locais tão distintos como Campanhã, Aliados ou Pasteleira, numa parceria com a Fundação Manuel António da Mota.

Aquando do lançamento da edição deste ano, o então vereador da Cultura, Paulo Cunha e Silva, sublinhou o avanço em relação à edição passada: “Demos continuidade a parcerias que estabelecemos com companhias e associações de moradores, avançando simultaneamente para novas geografias e formas de envolvimento cultural”. Espera-se que, para o ano, o programa possa regressar.

Texto editado por Ana Fernandes

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