Ribau Esteves está a reflectir sobre candidatura à liderança do PSD

Ribau Esteves é o actual presidente da Câmara de Aveiro e antigo secretário-geral do PSD durante a liderança de Luís Filipe Menezes.

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Ribau Esteves (à direita) ao lado de Luís Montenegro e de Miguel Pinto Luz Nuno Ferreira Santos

O presidente da Câmara de Aveiro, José Ribau Esteves, disse hoje à Lusa que está a reflectir sobre uma candidatura à liderança do PSD, e defende que os sociais-democratas devem ter “novos protagonistas” e “novas agendas”.

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O presidente da Câmara de Aveiro, José Ribau Esteves, disse hoje à Lusa que está a reflectir sobre uma candidatura à liderança do PSD, e defende que os sociais-democratas devem ter “novos protagonistas” e “novas agendas”.

Ribau Esteves, que tem sido apontado como um dos possíveis candidatos à sucessão de Rui Rio, disse à Lusa estar a reflectir sobre essa possibilidade “na sequência de muitas conversas com muitos companheiros de norte a sul, uns mais “anónimos” e outros do mais notável que o partido tem”.

Reserva, contudo, a decisão para depois de conhecido o calendário para a escolha de novo líder, o que poderá ocorrer já na reunião do Conselho Nacional do próximo sábado.

Independentemente da decisão que vier a tomar, Ribau Esteves sublinha que o PSD “tem de ter novos protagonistas, em vez de pessoas que andam há anos a disputar a liderança e a fazer a vida negra ao líder”.

O actual presidente da Câmara de Aveiro e antigo secretário-geral do PSD durante a liderança de Luís Filipe Menezes considera importante para a sua reflexão perceber se os militantes desejam a mudança.

“O PSD precisa de uma profunda restruturação naquilo que é a sua presença no território, precisa de uma profunda reorganização interna, de uma nova imagem e de um novo modelo de comunicação”, afirma.

Ribau Esteves entende que o partido tem também de “assumir novas bandeiras políticas e de lutar por elas, na lógica dupla de manter os pilares do seu programa social-democrata, que são o reformismo e o humanismo, assente no espectro político do centro-direita, e assumir também uma posição muito activa nas novas agendas do debate político, como sejam as que respeitam à transição climática, à transição energética e à transição digital”.