A Roma salvou o empate na visita do Bodo/Glimt

A equipa de José Mourinho esteve duas vezes a perder com o campeão norueguês, mas conseguiu nivelar o resultado a seis minutos do fim.

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José Mourinho, treinador da Roma Reuters/ALBERTO LINGRIA

Foi o frio. Foram as lesões. Não jogaram os titulares e os suplentes não têm a mesma qualidade. Tudo isto poderia justificar a derrota da Roma, há duas semanas, perante o Bodo/Glimt, na Noruega, por impensáveis e humilhantes 6-1. E, depois de ter sofrido a goleada mais pesada da sua carreira, José Mourinho garantiu que a equipa ia ser diferente, composta pelo núcleo de jogadores com mais qualidade e maior rotação.

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Foi o frio. Foram as lesões. Não jogaram os titulares e os suplentes não têm a mesma qualidade. Tudo isto poderia justificar a derrota da Roma, há duas semanas, perante o Bodo/Glimt, na Noruega, por impensáveis e humilhantes 6-1. E, depois de ter sofrido a goleada mais pesada da sua carreira, José Mourinho garantiu que a equipa ia ser diferente, composta pelo núcleo de jogadores com mais qualidade e maior rotação.

Foi o que aconteceu esta noite no Olímpico de Roma, em jogo a contar para o Grupo C da Liga Conferência, e houve uma melhoria no desfecho do jogo. Em vez de perder de goleada, e depois de estar duas vezes em desvantagem, a Roma conseguiu um empate 2-2. A partilha de pontos beneficia mais o Bodo/Glimt, que segue no comando do agrupamento, com oito pontos, mais um que os romanos.

A Roma tinha Cristante, Abraham, El-Shaarawy, Mkhitaryian, Rui Patrício e outros, o Bodo/Glimt tinha Solbakken, Botheim ou Pellegrino. A balança do talento individual talvez pendesse para a formação romana, mas não a balança da organização e do critério no jogo. Aí, os noruegueses foram superiores durante boa parte do jogo. E não foi grande surpresa quando o Bodo/Glimt se colocou em vantagem mesmo a fechar a primeira parte, numa recuperação de bola a meio-campo, com a jogada a seguir para Solbakken, que, de primeira e de fora da área, não deu quaisquer hipóteses a Patrício.

Mourinho tentou injectar alguma agressividade na formação romana para a segunda parte e conseguiu chegar ao empate, muito por força do talento individual de El-Shaarawy, que, aos 54’, recebeu a bola de Zaniolo e atirou a contar para a baliza do guarda-redes russo Haikin. A Roma ganhava novo ímpeto, mas não parecia motivada para assumir o controlo do jogo, e os noruegueses aproveitaram para fazer o 1-2 aos 65’, num excelente cabeceamento de Botheim. Só aqui é que a equipa de Mourinho sentiu a urgência e carregou, acabando por empatar aos 86’ por Roger Ibañez.

Foi uma quinta-feira com muito futebol, com jornadas completas de todos os grupos da Liga Europa e da Liga Conferência. No Grupo F da Liga Europa, liderado pelo Sp. Braga, o Midtjylland reentrou na corrida pelo apuramento, com um triunfo em Belgrado sobre o Estrela Vermelha por 0-1, um resultado que impediu a qualificação da equipa portuguesa para a fase seguinte. Os minhotos seguem em primeiro, com nove pontos, mais dois que os sérvios e mais quatro que os dinamarqueses.

Ainda na Liga Europa, o Spartak Moscovo, de Rui Vitória, continua na luta pelo apuramento no Grupo C, depois de um empate (1-1) no King Power Stadium frente ao Leicester City. Moses ainda colocou os russos na frente aos 51’, mas Amartey empatou aos 58’ e Vardy teve a vitória nos pés, mas falhou um penálti aos 75’.

Na Liga Conferência, Antonio Conte estreou-se com uma vitória como treinador do Tottenham (substituiu Nuno Espírito Santo). Os londrinos triunfaram por 3-2 sobre o Vitesse, com o coreano Son a marcar o primeiro golo da era Conte, tal como já tinha feito com José Mourinho e Nuno Espírito Santo.