Taxa de desemprego ficou em Junho nos 6,9%

Taxa recuou de forma ligeira em relação a Maio, para valores idênticos aos de Fevereiro, mas continua acima do que se registava em Março último. INE contabiliza 676 mil pessoas fora do mercado de trabalho.

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Há 676 mil pessoas contabilizadas no indicador de subutilização do trabalho Rui Gaudêncio

A taxa de desemprego baixou de forma ligeira entre Maio e Junho, de 7% para 6,9% da população activa, ficando num patamar abaixo do valor que se registava há um ano (uma taxa de 7,5% em Junho de 2020), mostram dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nesta quinta-feira.

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A taxa de desemprego baixou de forma ligeira entre Maio e Junho, de 7% para 6,9% da população activa, ficando num patamar abaixo do valor que se registava há um ano (uma taxa de 7,5% em Junho de 2020), mostram dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nesta quinta-feira.

Em Junho, havia 356,1 mil pessoas desempregadas, mas são muitos mais os que efectivamente estão fora do mercado de trabalho. O INE contabiliza 676 mil pessoas nessa circunstância, o universo de pessoas agregadas num indicador de “subutilização do trabalho”, que junta não apenas a população desempregada, mas também o “subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inactivos à procura de emprego, mas não disponíveis, e os inactivos disponíveis, mas que não procuram emprego”.

A taxa da subutilização de trabalho era de 12,7% em Junho, “valor inferior em 0,1 ponto percentual ao de Maio de 2021, em 0,2 pontos percentuais ao de Março do mesmo ano e em três pontos percentuais ao de Junho de 2020”, indica o INE.

Apesar do ligeiro recuo no último mês, a taxa de desemprego continua num valor superior ao que se registava três meses antes, em Março. A taxa baixou de 6,9% em Fevereiro para 6,6% em Março e voltou a aumentar em Abril. Nessa altura, passou para 7%, manteve-se nesse patamar em Maio e agora voltou a recuar para um valor idêntico ao de Fevereiro, estando num valor inferior do de Junho do ano passado.

Como o PÚBLICO escreveu recentemente, os despedimentos colectivos aumentaram em 2020 para um valor recorde dos últimos oito anos (duplicaram, passando para 698 processos, envolvendo 7500 trabalhadores). Mas os dados mais recentes mostram que, este ano, há menos empresas a recorrer a este mecanismo, ainda que no leque das entidades empregadoras que anunciaram ou admitiram fazê-lo estão grandes grupos económicos, como a TAP, o BCP ou a Altice.

Em síntese, o INE refere que a população desempregada diminuiu 1,5% em Junho face ao mês anterior, “aumentou 6,5% em relação a três meses antes e diminuiu 4,4% comparativamente ao mesmo mês de 2020”.

Já a população empregada – de quase 4,8 milhões de pessoas – “aumentou 0,3% em relação ao mês anterior, 1,9% relativamente a três meses antes e 4,5% por comparação com o mês homólogo de 2020”.

A estimativa da população activa é de 5,15 milhões de pessoas, “tendo aumentado 0,2% (11,1 mil) em relação ao mês precedente, 2,2% (108,9 mil) relativamente a três meses antes e 3,8% (190,5 mil) quando comparada” com Junho do ano passado.

Tal como em Maio, a população inactiva diminuiu em Junho. A estimativa passou de 2,539 milhões de pessoas para 2,528 milhões.

As estimativas de Junho ainda são provisórias, podendo sofrer alterações quando o INE actualizar as estatísticas no próximo mês.