O polémico Vítor Fernandes e um governo “muito confortável”

Em Fevereiro, o Governo encontrava-se “muito confortável” com a escolha de Vítor Fernandes para o Banco de Fomento. Esta semana mostrou-se pouco confortável. O próximo passo será o nada confortável?

Em Fevereiro, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, garantia no Parlamento que no Governo estavam todos “muito confortáveis” com “o convite dirigido” a Vítor Fernandes, ex-gestor da CGD, BCP e Novo Banco, para administrador do Banco do Fomento. “Vítor Fernandes tem uma carreira inteira na banca. (...) Estamos muito confortáveis com o convite que dirigimos. (…) Na CGD, era responsável pelas áreas de marketing, operações e Fidelidade”, declarou aos deputados, que o questionaram sobre se aquele gestor era a pessoa mais adequada para o cargo. O que estava em causa, naquele momento, era a sua prestação enquanto gestor da CGD, no tempo de Carlos Santos Ferreira. A actuação dessa administração esteve sob escrutínio na comissão parlamentar de inquérito (CPI) à CGD, em 2019, e o relatório final aprovado concluiu que houve “um assalto ao BCP” por parte dos gestores da CGD que deram luz verde ao financiamento para a aquisição de participações sociais no BCP e que depois acabaram por transitar para a administração daquele banco privado, entre os quais, Santos Ferreira, Armando Vara e Vítor Fernandes. As conclusões apontavam também para a existência de créditos problemáticos aprovados naquela altura pela CGD a Joe Berardo, ao Grupo Lena, La Seda, Vale do Lobo. Vítor Fernandes seria chamado à CPI para falar destes créditos por iniciativa do próprio PS.

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Em Fevereiro, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, garantia no Parlamento que no Governo estavam todos “muito confortáveis” com “o convite dirigido” a Vítor Fernandes, ex-gestor da CGD, BCP e Novo Banco, para administrador do Banco do Fomento. “Vítor Fernandes tem uma carreira inteira na banca. (...) Estamos muito confortáveis com o convite que dirigimos. (…) Na CGD, era responsável pelas áreas de marketing, operações e Fidelidade”, declarou aos deputados, que o questionaram sobre se aquele gestor era a pessoa mais adequada para o cargo. O que estava em causa, naquele momento, era a sua prestação enquanto gestor da CGD, no tempo de Carlos Santos Ferreira. A actuação dessa administração esteve sob escrutínio na comissão parlamentar de inquérito (CPI) à CGD, em 2019, e o relatório final aprovado concluiu que houve “um assalto ao BCP” por parte dos gestores da CGD que deram luz verde ao financiamento para a aquisição de participações sociais no BCP e que depois acabaram por transitar para a administração daquele banco privado, entre os quais, Santos Ferreira, Armando Vara e Vítor Fernandes. As conclusões apontavam também para a existência de créditos problemáticos aprovados naquela altura pela CGD a Joe Berardo, ao Grupo Lena, La Seda, Vale do Lobo. Vítor Fernandes seria chamado à CPI para falar destes créditos por iniciativa do próprio PS.