Missão bem cumprida. Mais uma vez

A presidência portuguesa da UE cumpriu bem os seus dois objectivos principais: o combate à pandemia e a luta pela recuperação económica e social.

1. Faz parte da maneira de estar de Portugal na Europa a realização de boas presidências. Foi assim desde a primeira, em 1992. A segunda e a terceira, em 2000 e 2007, conseguiram colocar a capital portuguesa de forma indelével na história da integração europeia, com a “estratégia de Lisboa” e com o Tratado de Lisboa. Nenhuma decorreu em circunstância tão adversas como aquela que hoje termina, com a Europa a viver a sua maior crise de sempre desde a II Guerra Mundial, com a monumental incerteza gerada pela pandemia e as sucessivas “provas de vida” que a União teve de ir vencendo desde o início de 2020. Parece, pois, legítimo dizer que a quarta presidência esteve à altura das anteriores. Não se deixou “afogar” pela crise pandémica. Conseguiu manter o calendário da sua agenda inicial. Fechou dossiers que se arrastavam há anos. Cumpriu bem os seus dois objectivos principais: o combate à pandemia e a luta pela recuperação económica e social. E preservou uma das suas principais características: prosseguir o caminho europeu da abertura ao mundo, contra a corrente dos tempos. Foi, além disso, a primeira presidência de uma União amputada de uma das suas principais potências e desequilibrada para o lado mais continental e menos atlântico da sua geopolítica.

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1. Faz parte da maneira de estar de Portugal na Europa a realização de boas presidências. Foi assim desde a primeira, em 1992. A segunda e a terceira, em 2000 e 2007, conseguiram colocar a capital portuguesa de forma indelével na história da integração europeia, com a “estratégia de Lisboa” e com o Tratado de Lisboa. Nenhuma decorreu em circunstância tão adversas como aquela que hoje termina, com a Europa a viver a sua maior crise de sempre desde a II Guerra Mundial, com a monumental incerteza gerada pela pandemia e as sucessivas “provas de vida” que a União teve de ir vencendo desde o início de 2020. Parece, pois, legítimo dizer que a quarta presidência esteve à altura das anteriores. Não se deixou “afogar” pela crise pandémica. Conseguiu manter o calendário da sua agenda inicial. Fechou dossiers que se arrastavam há anos. Cumpriu bem os seus dois objectivos principais: o combate à pandemia e a luta pela recuperação económica e social. E preservou uma das suas principais características: prosseguir o caminho europeu da abertura ao mundo, contra a corrente dos tempos. Foi, além disso, a primeira presidência de uma União amputada de uma das suas principais potências e desequilibrada para o lado mais continental e menos atlântico da sua geopolítica.