As misérias da agricultura também são culpa sua, caro leitor

Quanto de nós já se deram ao trabalho de, por exemplo, decompor o preço de um vinho tinto reserva do Douro que é vendido em grandes superfícies a pouco mais de dois euros, como há alguns por aí? Se retirarmos o lucro do supermercado, o que acham que fica para pagar o custo das uvas, da vinificação, da rotulagem, da embalagem e do transporte?

Foto
Miguel Manso

Primeiro, vieram os ucranianos, muitos com curso superior, e nós tratámo-los mal. A maioria foi embora. Depois vieram romenos, marroquinos, moldavos e búlgaros e nós voltámos a tratá-los mal. Também ficaram poucos. Nos últimos anos, têm chegado paquistaneses, indianos, nepaleses, gente do outro lado do mundo disposta a fazer o trabalho que os portugueses recusam ou para o qual não existe mão-de-obra suficiente, e está a acontecer o mesmo. Até quando ficarão?

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

Primeiro, vieram os ucranianos, muitos com curso superior, e nós tratámo-los mal. A maioria foi embora. Depois vieram romenos, marroquinos, moldavos e búlgaros e nós voltámos a tratá-los mal. Também ficaram poucos. Nos últimos anos, têm chegado paquistaneses, indianos, nepaleses, gente do outro lado do mundo disposta a fazer o trabalho que os portugueses recusam ou para o qual não existe mão-de-obra suficiente, e está a acontecer o mesmo. Até quando ficarão?