Ministro do Ambiente diz que a mobilidade é “grande aposta” ambiental do Governo até 2030

Para se atingir a meta proposta pelo Governo “são necessários investimentos na criação de mais postos de carregamento de veículos eléctricos, na mobilidade colectiva e na partilha do automóvel individual”, defende o governante.

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João Pedro Matos Fernandes diz que "Portugal está num bom caminho" LUSA/LUís FORRA

O ministro do Ambiente apontou esta sexta-feira a mobilidade elétrica como grande aposta ambiental do Governo para a próxima década, para reduzir as emissões carbónicas, defendendo que “não é por decreto que se vai lá, mas com vontade” das pessoas.

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O ministro do Ambiente apontou esta sexta-feira a mobilidade elétrica como grande aposta ambiental do Governo para a próxima década, para reduzir as emissões carbónicas, defendendo que “não é por decreto que se vai lá, mas com vontade” das pessoas.

“A mobilidade é um dos dois sectores onde terá de haver maior redução das emissões de dióxido de carbono (CO2), sendo responsável por cerca de 25% das emissões em Portugal, e queremos chegar a 2030 com um terço de mobilidade elétrica”, disse aos jornalistas João Pedro Matos Fernandes, à margem da inauguração de um posto de carregamento de carros elétricos, em Boliqueime, no Algarve.

O ministro afirmou que o Governo não pretende deixar a “esta importante questão para a última década do compromisso que Portugal assumiu para a redução das emissões de CO2, ou seja até 2050”. “Daqui até 2050 faltam três décadas. A época mais exigente é esta, 2020/2030 e queremos chegar a 2030 com um terço da mobilidade elétrica no país”, apontou o governante.

Para João Pedro Matos Fernandes, para se atingir a meta proposta pelo Governo “são necessários investimentos na criação de mais postos de carregamento de veículos eléctricos, na mobilidade colectiva e na partilha do automóvel individual”.

“A primeira e grande aposta é na mobilidade colectiva nas cidades, embora saibamos que nem todas as cidades têm esse transporte, a segunda, que o transporte individual não tenha quatro rodas e tenha duas, mas, se tiver, que seja movido a motor eléctrico, e, em terceiro, que o automóvel não seja nem meu nem seu, mas para partilhar entre nós os dois”, defendeu.

Na opinião do titular da pasta do Ambiente e da Transição Energética, Portugal está no bom caminho na redução da pegada ecológica, devido aos números conhecidos de vendas de carros elétricos durante o primeiro semestre deste ano.

Atingimos 11,1% das vendas de veículos elétricos em Portugal, o que significa que um em cada dez veículos vendidos em Portugal, é elétrico”, congratulou-se o ministro, acrescentando que se sente que “há um compromisso cada vez mais das pessoas com a sustentabilidade, com o perceber do problema que se está a criar ao próprio planeta se não se mudarem os hábitos”, concluiu.

João Pedro Matos Fernandes participou esta quinta-feira na inauguração de um posto de abastecimento elétrico da empresa Lidl, em Boliqueime, no concelho de Loulé, no distrito de Faro, integrado na segunda fase do compromisso de mobilidade elétrica assumida por aquela cadeia de supermercados com a instalação de 31 postos a nível nacional, num investimento de um milhão de euros.

Desde Junho, foram instalados um total de 17 postos para carregamento de veículos elétricos num percurso entre Lisboa e o Algarve - com ligação a Espanha -, no sentido de dinamizar a mobilidade sustentável em zonas atrativas do país. A empresa prevê concluir a rede de abastecimento de veículos elétricos até ao final do ano, com a instalação dos restantes postos de carregamento rápido - carregamento da bateria em cerca de 80% em 30 minutos - no centro e norte do país.