Vila do Conde reconverte edifício da antiga seca do bacalhau em Centro de Artes Náuticas

Para executar o projecto, a Câmara Municipal de Vila do Conde candidatou-se ao apoio dos “EEA Grants”, um mecanismo de financiamento plurianual criado pela Islândia, pelo Liechtenstein e pela Noruega.

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O edifício da Seca do Bacalhau chegou a ser a caso do risco, onde se desenhavam planos das embarcações Nelson Garrido

O edifício da antiga seca do bacalhau, em Vila do Conde, distrito do Porto, vai ser reconvertido para receber um centro interpretativo relacionado com a construção naval de madeira, informou nesta sexta-feira a câmara municipal local.

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O edifício da antiga seca do bacalhau, em Vila do Conde, distrito do Porto, vai ser reconvertido para receber um centro interpretativo relacionado com a construção naval de madeira, informou nesta sexta-feira a câmara municipal local.

O edifício e estendais adjacentes, que estão a ser classificado como Conjunto de Interesse Municipal (CIM), vão acolher Centro de Artes Náuticas (CAN), um local interpretativo onde estará em destaque a construção naval em madeira, uma prática com secular em Vila do Conde, que está ser alvo de uma candidatura a Património Mundial da UNESCO

“Este projecto prevê o estabelecimento de uma relação estreita com os estaleiros navais de Vila do Conde, com as comunidades educativas, nacionais e estrangeiras, com instituições de formação profissional e com associações locais. Funcionará numa lógica de complementaridade com os museus já existentes”, informou a autarquia.

Para executar o projecto, a Câmara Municipal de Vila do Conde candidatou-se ao apoio dos “EEA Grants”, um mecanismo de financiamento plurianual criado pela Islândia, pelo Liechtenstein e pela Noruega, como reforço das relações económicas e comerciais com a União Europeia.

O edifício da antiga seca do bacalhau de Vila do Conde, que foi mandado edificar em 1958, é um dos poucos que restou de um núcleo de armazéns na cidade dedicado a esta actividade, sendo ainda na parte dos estendais onde se secava o bacalhau.

Após deliberação, unânime, do executivo municipal, e publicação em Diário da República, o edifício, situado junto à foz do rio Ave, foi classificado como Conjunto de Interesse Municipal (CIM).