Ovar suspende pagamento de rendas sociais e vai pagar medicamentos a famílias vulneráveis

Câmara aprovou um pacote de medidas de emergência social para atenuar os efeitos do cerco sanitário a que o concelho está sujeito desde o dia 18.

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Ovar está sujeito a cerco sanitário desde o dia 18 de Março Adriano Miranda

A Câmara de Ovar aprovou esta quinta-feira um conjunto de medidas de emergência social para ajudar a atenuar os efeitos do estado de calamidade pública, decretado no dia 18 de Março. O concelho está, desde essa data, sujeito a um cerco sanitário, medida que, diz a autarquia em comunicado publicado no seu site, tem sido “de extrema importância para a saúde pública”, mas ao mesmo tempo tem “tido um impacto social na comunidade”.

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A Câmara de Ovar aprovou esta quinta-feira um conjunto de medidas de emergência social para ajudar a atenuar os efeitos do estado de calamidade pública, decretado no dia 18 de Março. O concelho está, desde essa data, sujeito a um cerco sanitário, medida que, diz a autarquia em comunicado publicado no seu site, tem sido “de extrema importância para a saúde pública”, mas ao mesmo tempo tem “tido um impacto social na comunidade”.

Entre as medidas agora anunciadas está o apoio a 180 famílias, que beneficiarão, durante três meses, da suspensão “do pagamento das rendas em regime de arrendamento apoiado”. A câmara propõe-se ainda agilizar os apoios atribuídos no âmbito do Fundo de Emergência Social, Água e Saneamento.

No que diz respeito ao apoio alimentar, a câmara vai reforçar, “em espécie”, o apoio às instituições particulares de solidariedade social com cantina social; ao projecto Mãos Solidárias; às Conferências Vicentinas; e vai entregar “alimentos no domicílio a famílias que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade económica”. Aos fins-de-semana, a autarquia promete também fornecer “refeições às pessoas que se encontram na condição de sem-abrigo e em extrema vulnerabilidade”. Nos dias úteis, esses munícipes podem comer nas Conferências Vicentinas ou nos espaços afectos ao projecto paroquial Mãos Solidárias.

Para apoiar os munícipes sem casa ou com alojamentos precários, o balneário público do Lamarão possibilitará, diariamente, entre as 10h e as 12h, “acesso a banho e mudas de roupa”. 

“Após devida validação”, e mediante envio de receita médica para o e-mail divisocial@cm-ovar.pt , a autarquia informa também que procederá ao pagamento de medicamentos a alguns munícipes mais vulneráveis economicamente.

Para além disso, vão ser reforçadas as linhas de apoio psicossocial para os habitantes de todas as freguesias. O serviço focado em psicologia está disponível pelos números 933 875 602 e 930 410 811, enquanto o relativo a acompanhamento social se distribui por três contactos: o 969 361 775 para as freguesias de Esmoriz, Cortegaça e Ovar; o 966 710 152 para a população de Maceda, Arada, São João e São Vicente de Pereira; e o 966 710 153 para quem vive em Válega e Ovar.

Segunda a autarquia, Ovar tem 137 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus.