Abriu o primeiro Museu das Ressacas do mundo

Já está de portas abertas em Zagreb, na Croácia, e recria o regresso a casa depois de uma noite bem regada...

Fotogaleria

Como é que alguém se lembra de criar um museu dedicado à ressaca? Numa noite de copos, claro. Rino Dubokovic e os amigos estavam a trocar histórias engraçadas de farras e de manhãs memoráveis quando um deles recordou o dia em que acordou com o pedal de uma bicicleta no bolso.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

Como é que alguém se lembra de criar um museu dedicado à ressaca? Numa noite de copos, claro. Rino Dubokovic e os amigos estavam a trocar histórias engraçadas de farras e de manhãs memoráveis quando um deles recordou o dia em que acordou com o pedal de uma bicicleta no bolso.

“Estava a ouvi-lo e a pensar: porque não criar um espaço, um museu, com uma colecção de objectos e histórias, que ilustrasse, de uma maneira engraçada, essas noites de embriaguez e de ressaca no dia seguinte?”, recorda o estudante universitário em declarações à AFP.

Da ideia à realidade, bastaram seis meses. Eis o Museu das Ressacas, o primeiro do género no mundo, segundo os promotores. O espaço, instalado no número 8 da rua Preradovićeva, em Zagreb, recria um “regresso a casa embriagado depois de uma saída à noite”, lê-se na página de Facebook do museu.

A visita começa numa “rua” coberta de grafitis, percorre os “espelhos” das montras das lojas, passa pelo “jardim” e termina num “quarto” desarrumado, com um cinzeiro repleto de pontas de cigarros.

À entrada, é oferecido um gole de rakija, o licor tradicional dos Balcãs, e a oportunidade de entrar no museu de graça: basta pôr os óculos que simulam a visão desfocada de uma bebedeira e acertar no centro do alvo de um jogo de dardos. Para quem falhar, a entrada custa 30 kunas (cerca de 4€).

Cada sala apresenta diferentes objectos “com que as pessoas acordaram sem saberem de onde os tiraram”, conta à AFP Roberta Mikelic, de 24 anos, que fundou o espaço com o namorado, Rino. Há um sinal de trânsito STOP e um vaso com uma planta de plástico, por exemplo, assim como uma série de histórias recolhidas pelo mundo e impressas nas paredes ou em expositores.

Numa das histórias, um rapaz recorda a manhã em que chegou a casa e mostrou o bilhete de identidade ao pai, um polícia já fardado e pronto para o dia de trabalho, como se este fosse o segurança à entrada de mais uma discoteca. Noutra, um búlgaro conta como acordou na varanda de um lar de idosos na Holanda.

O museu foca-se apenas nas memórias engraçadas e caricatas, esquecendo o lado negro dos efeitos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Mas o casal garante que há planos para um “quarto escuro”, onde os visitantes serão alertados para os riscos do alcoolismo.

O Museu das Ressacas, aberto a 1 de Dezembro, é ainda “um teste de conceito”, adianta Rino Dobokovic à CNN. Uma vez que a reacção tem sido positiva, o casal espera agora conseguir financiamento adicional para transformar o Museu das Ressacas num espaço maior e permanente.