Engie: barragens da EDP são “fundamentais” na estratégia de carbono zero

A empresa francesa que lidera o consórcio que comprou seis barragens no Douro à EDP diz que a operação “é fundamental para a implementação da estratégia de carbono zero”, de acordo com um comunicado.

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Daniel Rocha

A EDP anunciou esta quinta-feira que vendeu seis barragens em Portugal a um consórcio de investidores, formado pela Engie, Crédit Agricole Assurances e Mirova, por 2,2 mil milhões de euros.

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A EDP anunciou esta quinta-feira que vendeu seis barragens em Portugal a um consórcio de investidores, formado pela Engie, Crédit Agricole Assurances e Mirova, por 2,2 mil milhões de euros.

As centrais hídricas, localizadas na bacia hidrográfica do rio Douro, totalizam 1.689 megawatts (MW) de capacidade instalada, segundo a informação divulgada.

Numa nota posterior, o consórcio adiantou que a Engie “enquanto a empresa do sector do consórcio, operará, manterá os activos e prestará os serviços de gestão de energia”.

“A aquisição destes activos é fundamental para a implementação da estratégia de carbono zero da Engie, aportando uma capacidade renovável flexível, que complementa o portefólio ibérico da Engie em energia eólica onshore (1,1 GW) e solar (50 MW), a maioria já em parceria com a Mirova”, lê-se na mesma nota.

Além disso, a Engie “garante um nível significativo de produção renovável despachável, sobretudo com as centrais de albufeira com bombagem, o que permitirá assegurar o fornecimento de electricidade verde ao seu actual e futuro portefólio de clientes corporativos, através de Contratos de Aquisição de Energia (CAE)”.

Esta operação deverá ter “um impacto de cerca de 650 milhões de euros no endividamento líquido” da empresa, que acredita que a “conclusão da operação está prevista para o segundo semestre de 2020”.

Por sua vez, o Crédit Agricole Assurances, “primeira seguradora em França, reforça o seu compromisso com a transição energética, totalmente em linha com a estratégia climática do grupo”.

A compra “prolonga um relacionamento de longa data entre a Mirova e a Engie, desenvolvido nos últimos anos principalmente através da parceria em vários projectos de energia eólica e solar na Europa”, de acordo com o comunicado.