Desemprego sobe para 6,7% no final de 2018

Em Novembro, a taxa de desemprego passou de 6,6% para 6,7%, desempenho que terá mantido em Dezembro.

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Em Novembro havia mais 2700 pessoas desempregadas Rita França

Depois de dois meses de estabilização, o desemprego subiu ligeiramente para 6,7% em Novembro e a estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE) aponta para um valor semelhante no último mês de 2018.

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Depois de dois meses de estabilização, o desemprego subiu ligeiramente para 6,7% em Novembro e a estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE) aponta para um valor semelhante no último mês de 2018.

Entre Setembro e a Outubro do ano passado, a taxa de desemprego estabilizou em 6,6%, mas os dados divulgados nesta quarta-feira dão conta de um ligeiro aumento para os 6,7% em Novembro. Esta subida, refere o INE, traduz-se em mais 2700 pessoas desempregadas.

Já na comparação com 2017, o desemprego recuou 1,4 pontos percentuais.

A população empregada em Novembro foi estimada em 4.823.200 pessoas, mais 1400 do que no mês anterior (a que corresponde uma variação relativa quase nula). Na comparação com Novembro de 2017, o emprego aumentou 1,5%, o que significa mais 70.700 pessoas a trabalhar.

Os dados definitivos de Novembro e as estimativas para Dezembro estão ajustados dos efeitos sazonais. Se a sazonalidade não for tida em conta, a tendência de ligeiro aumento mensal mantêm-se: a taxa de desemprego aumentou de 6,7% para 6,8% em Novembro. Já em relação à estimativa para Dezembro, verifica-se um aumento para 6,9%, enquanto na estimativa ajustada de sazonalidade se aponta uma estabilização.

Desde 2014, o INE divulga todos os meses dados sobre a evolução do mercado de trabalho em Portugal, complementando as estatísticas trimestrais. Há diferenças metodológicas entre os números trimestrais e os mensais, o que leva a que todos os meses o instituto faça uma revisão dos dados mensais.

No terceiro trimestre de 2018 a taxa de desemprego manteve-se em 6,7%, dando sinais de que poderá estar-se perante uma estabilização do desemprego, indo ao encontro do que têm dito vários economistas.