Procurador do caso de Tancos confirmado na direcção da PJ

João Melo toma posse na próxima quarta-feira. Outros dois procuradores que já trabalhavam na investigação ao roubo de armas vão concluir investigação.

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Tomada de posse de João Melo ocorre na sede da PJ, em Lisboa. Fábio Augusto

Um dos procuradores que lidera a investigação ao roubo de armas na base militar de Tancos, João Melo, vai assumir um lugar na direcção nacional da Polícia Judiciária. A instituição anunciou esta quinta-feira que a tomada de posse de João Melo como director nacional adjunto ocorrerá na próxima quarta-feira de manhã, na sede da Polícia Judiciária, em Lisboa. 

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Um dos procuradores que lidera a investigação ao roubo de armas na base militar de Tancos, João Melo, vai assumir um lugar na direcção nacional da Polícia Judiciária. A instituição anunciou esta quinta-feira que a tomada de posse de João Melo como director nacional adjunto ocorrerá na próxima quarta-feira de manhã, na sede da Polícia Judiciária, em Lisboa. 

O procurador Vítor Magalhães que lidera com João Melo a investigação ao roubo de armas vai concluir o caso com a colaboração de outra colega que já está a trabalhar há algum tempo com os dois magistrados do Departamento Central de Investigação e Acção Penal. Era neste departamento, onde desaguam os casos de criminalidade violenta ou complexa, que João Melo trabalhava há mais de uma década. 

"É um novo desafio que decidi aceitar. Não estava nos meus horizontes, mas espero contribuir para o prestígio da Polícia Judiciária e da Justiça", afirmou João Melo ao PÚBLICO.

Na mesma nota a Polícia Judiciária anuncia que outro procurador, António Madureira, irá dirigir a Directoria do Sul, um cargo que assumirá esta sexta-feira, em Faro. As duas posses serão presididas pelo novo director da Polícia Judiciária, Luís Neves - antes director da Unidade Nacional de Contra Terrorismo - que entrou em funções a 18 de Junho. 

Os restantes membros da direcção nacional da Polícia Judiciária, Carlos Farinha, Veríssimo Milhazes e Luísa Proença iniciaram no final de Julho uma comissão de serviço pelo período de três anos.

Carlos Farinha era director do Laboratório de Polícia Científica desde 2009 e Luísa Proença trabalhava desde Dezembro de 2015 no gabinete da secretária de Estado da Justiça como responsável pelos fundos europeus para a Justiça, enquanto Veríssimo Milhazes era, desde 2012, director da Unidade de Informação de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.