Diplomacia

Marcelo diz que presidente de Angola quer mostrar que relações bilaterais "estão francamente boas"

Presidente da República saúda “gesto muito simpático” de João Lourenço.
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LUSA/ARMÉNIO BELO

O chefe de Estado português considerou nesta segunda-feira que o Presidente angolano teve "um gesto muito simpático" ao "antecipadamente propor" uma data para a sua visita a Portugal, de quem quer mostrar que as relações "estão francamente boas".

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O ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, anunciou nesta segunda-feira, em Luanda, que o Presidente angolano, João Lourenço, visitará Portugal nos dias 23 e 24 de Novembro.

Questionado sobre o significado desta visita, em declarações no Centro de Educação para o Cidadão com Deficiência (CECD), no concelho de Sintra, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, realçou que, antes, o primeiro-ministro português, António Costa, irá a Angola, já daqui a uma semana.

"E espero e esperamos todos que seja um grande êxito essa visita", afirmou o chefe de Estado.

"E, depois, o senhor Presidente da República de Angola quis, num gesto muito simpático, antecipadamente propor uma data em Novembro para a concretização da sua vinda a Portugal. O que é um gesto de quem quer mostrar que as relações entre os dois países estão francamente boas", considerou.

O chefe de Estado esteve no Centro de Educação para o Cidadão com Deficiência (CECD), uma cooperativa de solidariedade social, fundada em 1976, que atende atualmente cerca de 2.200 pessoas, desde crianças, jovens e adultos que precisam de apoios especializados.

Marcelo Rebelo de Sousa já tinha visitado a instituição durante a campanha para as eleições presidenciais de 2016 e, como Presidente da República, teve no ano passado agendada uma visita a este centro em Mira Sintra, que foi cancelada devido aos incêndios.

Depois de, no sábado, ter participado na Taça Presidente da República, um torneio de golfe que serviu para angariar fundos para o CECD, hoje regressou, para uma visita de cerca de uma hora, em que conviveu com vários jovens e adultos apoiados por esta instituição, a maior parte ocupados com trabalhos manuais, na altura em que lá esteve.