Incêndios

Cabrita recusa factura do helicóptero de combate a fogos na Madeira

Ministro da Administração Interna participou nas comemorações do 140.º aniversário da PSP na Madeira. Prometeu mais viaturas e equipamentos, mas rejeita pagar a factura da aeronave de combate a incêndios estacionada no Funchal.
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Helicóptero não, novas viaturas e equipamentos sim. O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, rejeitou esta terça-feira, no Funchal, que seja o Estado a suportar os custos operacionais do helicóptero de combate a incêndios que este ano, pela primeira vez, está colocado na Madeira, argumentando que essa é uma matéria de “competência regional”.

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O executivo madeirense, chefiado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, tem defendido que cabe ao Estado assumir os custos da operação. No final da semana passada, à margem da entrega de viaturas a corporações de bombeiros do arquipélago, Albuquerque insistiu, argumentando que o Estado, através da Autoridade Nacional da Protecção Civil, deveria contribuir para a segurança da população da Madeira, assegurando o pagamento dos 1,2 milhões de euros que o Funchal paga para ter o aparelho.

Eduardo Cabrita, não concorda. Falando à saída da cerimónia comemorativa do 140.º aniversário do Comando Regional da PSP, o ministro falou da “solidariedade” do Governo em ter incluído a região autónoma no concurso nacional para aquisição dos helicópteros. O executivo, disse aos jornalistas, prestou todo o apoio técnico, mas esta é uma questão de cooperação e uma matéria da “estrita competência regional”.

Antes, no interior do Teatro Municipal Baltazar Dias, onde decorreu a sessão, o ministro Administração Interna sublinhou o “compromisso da República” em dar respostas às necessidades da PSP na Madeira, anunciando três milhões de euros para investimentos em três esquadras e para o Comando Regional do arquipélago e apontando para a chegada ao Funchal, a curto prazo, de novas viaturas e equipamentos.

Numa região onde os índices de criminalidade são inferiores à média nacional Eduardo Cabrita fez eco dos elogios de Albuquerque ao papel da PSP, para essa realidade. “Tem tido um papel pedagógico, determinante e uma acção exemplar”, destacou o presidente do governo madeirense, acrescentando que aquela força policial soube “adaptar-se às especificidades” do arquipélago, contribuindo para os “baixíssimos níveis de criminalidade”.

Albuquerque e Cabrita ouviram ainda o director nacional da PSP, Luís Farinha, contabilizar as mais de 2,5 milhões de intervenções feitas pela PSP em todo o país durante o ano passado, reivindicar mais meios de vigilância. A prevenção criminal em contexto urbano, defendeu o superintendente-chefe, não pode ser feita apenas com recurso ao patrulhamento, é necessária uma aposta tecnológica como nos sistemas de video-vigilância.