Morte misteriosa de mais de 100 tartarugas investigada no México

No espaço de três semanas foram encontradas 113 tartarugas mortas num santuário que pertencem a espécies ameaçadas de extinção.

Foto
Uma tartaruga-oliva deixa os seus ovos na praia mexicana de Escobilla Reuters/Tomas Bravo

As autoridades mexicanas estão a investigar a recente morte de mais de 100 tartarugas marinhas de espécies ameaçadas. O grupo de tartarugas estava num santuário no Sul do país. No total, foram encontradas 113 tartarugas mortas entre 24 de Julho e 13 de Agosto, no santuário de Puerto Arista, no município de Tonala, informou o Governo este sábado.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

As autoridades mexicanas estão a investigar a recente morte de mais de 100 tartarugas marinhas de espécies ameaçadas. O grupo de tartarugas estava num santuário no Sul do país. No total, foram encontradas 113 tartarugas mortas entre 24 de Julho e 13 de Agosto, no santuário de Puerto Arista, no município de Tonala, informou o Governo este sábado.

De acordo com uma declaração da Procuradoria Federal de Protecção Ambiental do México (PROFEPA), o grupo de tartarugas encontrado morto era composto por 102 tartarugas-oliva (Lepidochely olivacea), seis tartarugas-de-pente (Eretmochely imbricata), e cinco tartarugas-verde (Chelonia mydas).

As tartarugas foram descobertas em diferentes partes do santuário, ao longo de 30 quilómetros de praia.

Sublinha a procuradoria Federal de Protecção Ambiental que os três tipos de tartarugas encontrados mortos estão todos classificados como espécies em risco de extinção. Destas, a espécie mais ameaçada é a tartaruga-pente, diz a organização ambiental World Wildlife Fund (WWF). 

Especialistas citados pela Procuradoria Federal de Protecção Ambiental do México acreditam que asfixia, anzóis ou algas nocivas podem estar entre as causas da morte. No entanto, o caso está ainda a ser investigado.