Albufeiras portuguesas com níveis de água "francamente superiores" a 2017

A bacia do Sado, por exemplo, apresenta mais do dobro do armazenamento observado em Julho de 2017.

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Pedro Cunha

O volume de água armazenada nas albufeiras portuguesas no final de Julho aumentou numa das bacias, a do Ave, e desceu nas restantes 11. Apenas quatro albufeiras têm disponibilidade inferior a 40%, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

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O volume de água armazenada nas albufeiras portuguesas no final de Julho aumentou numa das bacias, a do Ave, e desceu nas restantes 11. Apenas quatro albufeiras têm disponibilidade inferior a 40%, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

As albufeiras com armazenamento total inferior a 40% em Julho de 2017 eram 18 e este ano são apenas quatro: duas na bacia do Sado Monte da Rocha (22%) e Campilhas (25%), uma na bacia do Guadiana Vigia (38 %) e uma na bacia do Tejo, Divor (38%).

De resto, segundo a APA, das 62 albufeiras monitorizadas, 25 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e quatro têm disponibilidades inferiores a 40%.

Na evolução dos volumes armazenados a 31 de Julho de 2018, comparativamente ao final do mês anterior, "verificou-se um aumento numa das bacias e uma descida no volume armazenado nas restantes 11 bacias hidrográficas monitorizadas, correspondendo ao que naturalmente acontece nesta altura do ano", indica.

No entanto, e com excepção das Bacias Lima, Ribeiras do Oeste, Mira e do Barlavento algarvio, os armazenamentos em Julho de 2018 por bacia hidrográfica apresentam-se superiores às médias de armazenamento de Julho (1990/91 a 2016/17), acrescenta a APA.

Comparando com Julho de 2017, "as disponibilidades a Julho de 2018 são francamente superiores, com excepção da bacia do Lima e do Ave".

A bacia do Sado apresenta mais do dobro do armazenamento observado em Julho de 2017, acrescenta a APA.