O Shed vai juntar Reich, Richter e Pärt

Revelada parte da primeira programação do futuro centro cultural de Nova Iorque.

Foto
Wheatfield, a Confrontation (1982), uma obra de Land Art da artista Agnes Denes DR

The Shed, um dos espaços culturais mais antecipados do próximo ano, que aponta para a interdisciplinaridade com a possível tradução do seu nome como “hagar” ou “oficina”, desvendou alguma da futura programação esta semana ao The New York Times. Com inauguração anunciada para a Primavera de 2019, com projecto de arquitectura do atelier Diller Scofidio + Renfro, um dos eventos prevê juntar o cineasta e artista plástico britânico Steve McQueen e o músico e produtor discográfico norte-americano Quincy Jones. O resultado desta colaboração inesperada passa por uma série de concertos concebidos pelo realizador de 12 Anos Escravo, intitulada Soundtrack of America, que vai das raízes da música afro-americana no século XVII ao hip-hop do presente.  

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The Shed, um dos espaços culturais mais antecipados do próximo ano, que aponta para a interdisciplinaridade com a possível tradução do seu nome como “hagar” ou “oficina”, desvendou alguma da futura programação esta semana ao The New York Times. Com inauguração anunciada para a Primavera de 2019, com projecto de arquitectura do atelier Diller Scofidio + Renfro, um dos eventos prevê juntar o cineasta e artista plástico britânico Steve McQueen e o músico e produtor discográfico norte-americano Quincy Jones. O resultado desta colaboração inesperada passa por uma série de concertos concebidos pelo realizador de 12 Anos Escravo, intitulada Soundtrack of America, que vai das raízes da música afro-americana no século XVII ao hip-hop do presente.  

Outros dos eventos planeados, Reich Richter Pärt, vai juntar três gigantes da contemporaneidade: o artista plástico alemão Gerhard Richter e os compositores Steve Reich Arvo Pärt, respectivamente norte-americano e estónio. Este projecto, que junta música erudita e pintura, gira à volta da série Patterns do artista alemão e tem a colaboração do International Contemporary Ensemble.

The Shed, uma enorme estrutura flexível que encolhe e aumenta, através de um sistema de rodas, para se adaptar às necessidades da programação, tem como director artístico o britânico Alex Poots, e propõe inscrever-se na paisagem nova-iorquina como um novo centro cultural onde se podem cruzar as artes visuais e as artes do espectáculo de grande formato. Situado nos Hudson Yards de Manhattan, junto ao High Line (o conhecido parque também desenhado pelos arquitectos Diller Scofidio), propõe-se trazer uma lufada de ar fresco à cidade e às suas potencialidades criativas.

Para as grandes instalações, o Shed pode contar com os conselhos do famoso curador suíço Hans Ulrich Obrist, director da Serpentine Galleries de Londres, que foi convidado para consultor chefe das artes visuais. Entre as encomendas para a programação inaugural, está um trabalho de Agnes Denes, um nome histórico do conceptualismo nova-iorquino.

O Shed, ainda segundo o New York Times, que pretende ser artisticamente ecléctico, acabou de abrir um programa dedicado aos jovens artistas nova-iorquinos, recebendo propostas a partir desta quarta-feira.