Marcelo sobre Rui Pena: Portugal perdeu "um patriota esclarecido"

Antigo ministro da Reforma Administrativa e da Defesa Nacional morreu nesta segunda-feira.

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LUSA/Manuel Almeida/Arquivo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou nesta segunda-feira a morte do advogado e antigo ministro Rui Pena, considerando que Portugal perdeu "um patriota esclarecido" e "um homem bom".

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou nesta segunda-feira a morte do advogado e antigo ministro Rui Pena, considerando que Portugal perdeu "um patriota esclarecido" e "um homem bom".

Rui Pena, antigo ministro da Reforma Administrativa e ministro da Defesa Nacional morreu nesta segunda-feira, aos 78 anos, vítima de doença prolongada.

Numa nota publicada no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa recorda-o como "advogado de causas e empenhado cidadão na defesa da liberdade, da democracia e do personalismo cristão".

"Ao longo da sua vida, Rui Pena foi um lutador pelos princípios em que acreditava, uma voz serena e discreta, que marcou de forma indelével todos quantos tiveram o privilégio de o conhecer. Portugal viu partir um patriota esclarecido, um homem bom e empenhado no bem comum do seu país", lê-se na mensagem do chefe de Estado.

O Presidente da República afirma que Rui Pena foi um "jurista eminente, docente universitário especializado na área do Direito Administrativo" e, no plano político, exerceu as funções de ministro da Reforma Administrativa e de ministro da Defesa, "cargos onde procurou contribuir, com o seu saber e a sua experiência, para a dignificação da Administração Pública e Forças Armadas Portuguesas".

"Ao tomar conhecimento do falecimento de Rui Pena, transmiti pessoalmente à família enlutada as minhas mais sentidas condolências", refere Marcelo Rebelo de Sousa.

Nascido em Torres Novas, em 25 de Dezembro de 1939, Rui Pena formou-se na Faculdade de Direito de Lisboa, foi militante e dirigente no CDS, ministro da Reforma Administrativa no II Governo Constitucional, chefiado por Mário Soares, em 1978, e duas décadas mais tarde ministro da Defesa Nacional, no segundo executivo socialista liderado por António Guterres, entre 2001 e 2002.