Este carro eléctrico do Técnico quer
arrancar em português

O oitavo carro desenvolvido pela equipa Formula Student (FST) do Instituto Técnico de Lisboa quer ser diferente dos outros: os motores eléctricos serão totalmente desenvolvidos pelo conjunto de alunos que, em 2018, o apresentarão na competição.

Desde 2001 que um grupo de alunos — que todos os anos se renova — do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, se junta para construir um carro. Não fazem um citadino, daqueles fáceis de estacionar. A máquina que se desenvolve no Técnico é parecida com aquelas que mal vemos passar nas corridas de Fórmula 1. Na verdade, participa numa competição que rouba o nome à famosa corrida, Formula Student. Esta é uma competição universitária em que o único objectivo não é ver as rodas a raspar o alcatrão: é mais “um desafio de engenharia”, destinado a estudantes da área, que se dedicam a fazer "de raiz" um protótipo de carro de corrida.

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Desde 2001 que um grupo de alunos — que todos os anos se renova — do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, se junta para construir um carro. Não fazem um citadino, daqueles fáceis de estacionar. A máquina que se desenvolve no Técnico é parecida com aquelas que mal vemos passar nas corridas de Fórmula 1. Na verdade, participa numa competição que rouba o nome à famosa corrida, Formula Student. Esta é uma competição universitária em que o único objectivo não é ver as rodas a raspar o alcatrão: é mais “um desafio de engenharia”, destinado a estudantes da área, que se dedicam a fazer "de raiz" um protótipo de carro de corrida.

Na edição do ano lectivo 2017/2018, a contenda fez com que 39 alunos daquela universidade se reunissem para desenhar e construir o bólide a apresentar na competição de 2018. Provêm de diversas áreas da engenharia: claro que alguns são de Mecânica, mas também há quem venha de Naval, Electrotécnica ou de Gestão Industrial e de Informática. Dos 19 aos 25, todos aprendem e partilham conhecimento. O coordenador da equipa deste ano, contudo, é de Aeroespacial e um dos membros mais novos do grupo. Aos 21 anos, Henrique Karas comanda a única equipa de Formula Student portuguesa que, este ano, competiu nas corridas europeias para estudantes de engenharia com um carro construído.

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A competição junta estudantes de Engenharia de muitos países DR

O oitavo carro (e quinto eléctrico) da FST Lisboa encontra-se, agora, em fase de manufactura. Num esforço que “tem custos bastante elevados”, como o estudante explica, “é necessário vários patrocinadores que ajudem a equipa”, uma vez que, este ano, o grupo está a desenvolver “os próprios motores eléctricos”. Henrique conta que, ainda assim, o desafio subiu de nível este ano. Isto porque o desenho e a construção do carro de 2018 “estão a ser feitos no espaço de um ano lectivo”.

E os estudos, não ficam atrasados? Segundo Henrique, “há quem pare um ano para se dedicar inteiramente ao Formula Student”, mas a universidade também permite “que se estabeleça um regime [para] conjugar os estudos e a construção do carro”. Segundo o estudante, 45% da equipa da FST Lisboa está na universidade em regime parcial, frequentando algumas cadeiras e aproveitando o tempo restante para cumprir o desafio. “A universidade dá-nos bastante apoio”, conta.

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Equipa do Instituto Superior Técnico de Lisboa para a FST DR

Um dos objectivos da equipa é “exportar os motores para a indústria”, mas “a saída de conhecimento para o desporto automóvel” também se constitui como um dos principais motivos para que se trabalhe nestes carros ao longo dos anos. O propósito alarga-se às restantes equipas, que se espalham por diferentes pontos do globo. As competições de Formula Student dividem-se em três modalidades: combustão interna (na qual o Técnico já participou por três vezes), eléctrica e driverless (sem condutor). A última teve a sua estreia em Agosto último na Alemanha. "É possível que se desenvolva um protótipo para esta modalidade", aponta o coordenador da equipa portuguesa.

A FST Lisboa espera conseguir participar em três eventos internacionais de Formula Student, na República Checa, em Espanha e na Alemanha. A equipa conta também que os componentes dos produtos deixem de ser comprados e passem a ser “desenvolvidos internamente e produzidos em colaboração com a indústria nacional”.  

Artigo actualizado às 11h10 de 27 de Novembro de 2017.