Datas-chave em 37 anos de poder

Robert Mugabe deixa a Presidência quase quatro décadas depois de ter subido ao poder.

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JUDA NGWENYA/Reuters

1980: A União Nacional Africana do Zimbabwe (ZANU) vence as primeiras eleições após a independência do país. Robert Mugabe, um dos líderes da guerra da libertação, toma posse como primeiro-ministro a 18 de Abril.

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1980: A União Nacional Africana do Zimbabwe (ZANU) vence as primeiras eleições após a independência do país. Robert Mugabe, um dos líderes da guerra da libertação, toma posse como primeiro-ministro a 18 de Abril.

1982: Mugabe envia tropas treinadas na Coreia do Norte para esmagar uma alegada revolta de apoiantes da ZAPU, movimento rival liderado por Joshua Nkomo, pertencentes à etnia ndebele. Nos dois anos seguintes, pelo menos quatro mil civis foram mortos

1987: O Zimbabwe muda a Constituição e Mugabe torna-se Presidente, somando as funções de chefe de Estado, de Governo e comandante supremo das Forças Armadas. Após acordo com Nkomo, a ZANU absorve a ZAPU, passando a chamar-se ZANU-PF.

1998: A crise económica, com inflação e juros galopantes, provoca motins no país. O sindicalista Morgan Tsvangirai torna-se figura de referência da oposição ao regime, fundando no ano seguinte o Movimento para a Mudança Democrática (MDC).

2000: Culpando a minoria branca pela derrota no referendo à revisão da Constituição, apoia os chamados “veteranos de guerra” numa campanha violenta pela ocupação das grandes fazendas, que considera terem sido ilegalmente tomadas pelos colonos. As ocupações afectam a capacidade produtiva do país, agravam a crise e provocam o isolamento internacional do seu regime.

2008: Tsvangirai vence a primeira volta das presidenciais. Nas semanas seguintes mais de 800 dos seus apoiantes são mortos e o candidato da oposição desiste, permitindo a reeleição de Mugabe. Presidente é alvo de novas sanções, a crise atinge níveis sem precedentes. Tsvangirai torna-se primeiro-ministro no âmbito de um acordo de partilha de poder, que dura dois anos.

2013: Reeleito para um sétimo mandato, em eleições consideradas fraudulentas pela oposição.

2017: As movimentações da segunda mulher, Grace Mugabe, para lhe suceder desagradam à ala mais veterana da ZANU-PF. Em Novembro, após meses de intriga, demite o vice-presidente, Emmerson Mnangagwa, seu lugar-tenente durante décadas, precipitando o golpe militar a 14 de Novembro.