A vida e obra de Leonard Cohen em exposição no Canadá

O Museu de Arte Contemporânea de Montreal montou a maior concentração de material sobre o lendário escritor, cantor e compositor canadiano que morreu no final de 2016. Dará para ver até Abril de 2018.

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Leonard Cohen: Une Brèche en Toute Chose / A Crack in Everything — até Abril de 2018 Nuno Ferreira Santos

Leonard Cohen morreu no final de 2016, no dia 7 de Novembro. Este ano, dois dias após o aniversário da sua morte, foi inaugurada a exposição Leonard Cohen: Une Brèche en Toute Chose / A Crack in Everything, a maior alguma vez dedicada à sua obra. Estará patente até Abril de 2018 no Museu de Arte Contemporânea de Montreal, no Québec, que viu nascer o lendário escritor, poeta, cantor e compositor canadiano em 1934. Curada por John Zeppetelli, director do museu, e Victor Shiffman, conta com o apoio da CBC/Radio-Canada, a radiotelevisão pública do Canadá, e faz parte integrante das comemorações oficiais dos 375 anos da existência da cidade de Montreal. Já estava a ser planeada antes da morte de Cohen e tinha tido o aval do próprio.

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Leonard Cohen morreu no final de 2016, no dia 7 de Novembro. Este ano, dois dias após o aniversário da sua morte, foi inaugurada a exposição Leonard Cohen: Une Brèche en Toute Chose / A Crack in Everything, a maior alguma vez dedicada à sua obra. Estará patente até Abril de 2018 no Museu de Arte Contemporânea de Montreal, no Québec, que viu nascer o lendário escritor, poeta, cantor e compositor canadiano em 1934. Curada por John Zeppetelli, director do museu, e Victor Shiffman, conta com o apoio da CBC/Radio-Canada, a radiotelevisão pública do Canadá, e faz parte integrante das comemorações oficiais dos 375 anos da existência da cidade de Montreal. Já estava a ser planeada antes da morte de Cohen e tinha tido o aval do próprio.

O foco é o trabalho e o universo de Cohen. Bem como o impacto que teve não só no mundo da música, mas também nas artes plásticas e visuais. Como tal, existem obras de 40 artistas criadas especialmente para a exposição, entre instalações, actuações, música, escrita ou realidade virtual, bem como muito material do arquivo do próprio Cohen, material escrito, desenhado e gravado.

No campo da arte visual, a exposição inclui nomes como a realizadora canadiana Kara Blake, com uma instalação  vídeo que pretende ilustrar a mente de Cohen e o seu processo criativo, Ari Folman, o realizador israelita de Valsa com Bashir ou O Congresso, o alemão Kota Ezawa, que desenha a partir de vídeos e fotografias, ou Jenny Holzer, a americana conhecida pelo trabalho conceptual que lida com palavras e ideias em locais públicos – mostrou a sua obra na fachada do museu até 11 de Novembro.

Já na música, nomes como The National, que colaboraram com Sufjan Stevens numa versão de uma canção de Cohen, Julia Holter, Chilly Gonzales, Jarvis Cocker, Feist ou Ariane Moffatt, bem como Moby, ou actuam ou gravaram especialmente para a exposição. A componente musical não se resume a isso, contudo: há um projecto interactivo em que, através de Hallelujah, se tenta criar uma espécie de ressonância colectiva com a intervenção de um coro de pessoas que cantam e gravam e a submetem o resultado via internet.

Além disso, há um ciclo de actuações de dança com Clara Furey, coreografado pela própria a partir de When Even The, um poema de Cohen, e ainda seis concertos de músicos locais a abranger, até Março, cinco álbuns do músico: I’m Your Man, New Skin for the Old Ceremony, Songs from a Room, The Future e Songs of Leonard Cohen.

Os bilhetes custam 19 dólares, à volta de 16,20€.