Lucros dos CTT recuam 57,6% até Setembro

Os CTT – Correios de Portugal tiveram lucros de 19,5 milhões de euros até Setembro deste ano, menos 57,6% dos 46 milhões de euros conseguidos nos primeiros nove meses de 2016, divulgou a empresa em comunicado ao mercado

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Francisco Lacerda, presidente e CEO dos CTT NUNO FERREIRA SANTOS

Entre Janeiro e Setembro, os CTT registaram 518 milhões de euros de receitas, inferior em 800 mil euros ao valor registado no mesmo período do ano passado, enquanto os custos subiram 22,7 milhões de euros para 458,7 milhões de euros, segundo a comunicação enviada ao mercado.

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Entre Janeiro e Setembro, os CTT registaram 518 milhões de euros de receitas, inferior em 800 mil euros ao valor registado no mesmo período do ano passado, enquanto os custos subiram 22,7 milhões de euros para 458,7 milhões de euros, segundo a comunicação enviada ao mercado.

O resultado bruto de exploração (EBITDA ou resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi assim, entre Janeiro e Setembro deste ano, de 59,3 milhões de euros, o que significa menos 28% do que o registado no mesmo período de 2016.

Os CTT divulgaram ainda os resultados recorrentes (sem efeitos extraordinários), referindo que foram de 31,2 milhões de euros entre Janeiro e Setembro, o que compara com os 48,7 milhões de resultados recorrentes até Setembro de 2016.

“O EBITDA e o resultado líquido recorrentes decrescem 25,1% (menos 22,9 milhões de euros) e 35,9% (menos 17,5 milhões de euros), respectivamente, como consequência da perda das receitas da Altice, da queda acentuada nos dois últimos trimestres do tráfego de correio e dos gastos associados ao processo de ajustamento das redes ao crescimento acelerado do Banco CTT e do negócio de Expresso e Encomendas”, explicaram os CTT.

A empresa disse ainda que a "aquisição da Transporta [empresa de transporte rodoviário de mercadorias] colocou pressão nos resultados", com um impacto negativo no EBITDA de cerca de dois milhões de euros, "dado o processo de restruturação e integração em curso".

Quanto aos rendimentos operacionais, dizem os CTT que, por áreas de negócio, no segmento 'Correio' totalizaram 393,4 milhões de euros, menos 1,1% face ao período homólogo de 2016, o que "reflecte sobretudo a evolução do tráfego de correio endereçado que decresceu 6,1% nos primeiros nove meses de 2017".

Já na área de negócio de 'Expresso e Encomendas' apresentou 96,2 milhões de euros de rendimentos, um crescimento de 9,2%, e nos Serviços Financeiros o rendimento foi de 48,2 milhões de euros, menos 9,7% face a período homólogo.

Já o Banco CTT' conseguiu rendimentos operacionais de 5,3 milhões, acima dos 300 mil de igual período do ano passado. A administração dos CTT afirma que o banco tem estado a apostar no crédito à habitação e que teve uma produção de 24,3 milhões de euros no terceiro trimestre;  mais de 240 mil clientes; e "mais de 190 mil contas de depósitos a ordem" no fim de Setembro. Em depósitos, o banco tinha 540 milhões de euros no final de Setembro.

Quanto a despesas, os gastos operacionais (excluindo imparidades, provisões e depreciações/amortizações) totalizaram 458,7 milhões de euros, mais 5,2% do que até Setembro de 2016, com os gastos com pessoal a ascenderem a 257,5 milhões, mais 4,1% face aos primeiros nove meses do ano passado.

As acções dos CTT fecharam esta terça-feira em bolsa a perder 0,20% para 5,05 euros.