Frente Comum quer aumentos de 4% na função pública e ameaça com protesto

Estrutura da CGTP está disposta a avançar para a greve, caso não haja avanços no descongelamento das carreiras.

Foto
Ana Avoila, dirigente da Frente Comum, não afasta a realização de uma greve Daniel Rocha

A Frente Comum, estrutura que junta vários sindicatos e federações da função pública da CGTP, exigiu hoje aumentos salariais de 4% para 2018, com um mínimo de 60 euros para todos os trabalhadores, e ameaça com uma greve ou uma manifestação, a realizar em Outubro ou Novembro, caso não haja avanços nas carreiras.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

A Frente Comum, estrutura que junta vários sindicatos e federações da função pública da CGTP, exigiu hoje aumentos salariais de 4% para 2018, com um mínimo de 60 euros para todos os trabalhadores, e ameaça com uma greve ou uma manifestação, a realizar em Outubro ou Novembro, caso não haja avanços nas carreiras.

O anúncio foi feito pela coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila, em frente do Ministério das Finanças, onde a dirigente sindical entregou nesta quarta-feira uma resolução aprovada na cimeira de sindicatos daquela estrutura.

"Se o Governo não recuar nas suas intenções que têm sido publicamente anunciadas (...) naturalmente que os trabalhadores têm que lutar, não podem ficar parados e aceitar porque, a ser assim, é a continuação de políticas de austeridade na Administração Pública", disse Ana Avoila.

Segundo a dirigente sindical, a decisão da Frente Comum sobre a data e a forma de luta a adotar será tomada a 3 de Outubro e o protesto decorrerá "na última quinzena de Outubro ou na primeira de Novembro e será uma manifestação nacional ou uma greve".

A decisão, acrescentou Avoila, dependerá do resultado das negociações entre a estrutura sindical e o Governo, que estão a decorrer.

A próxima ronda negocial está agendada para quinta-feira e em cima da mesa estão matérias como o descongelamento das carreiras na Administração Pública que, segundo o Governo, vai avançar no próximo ano, de forma gradual.

Ana Avoila reafirmou que a Frente Comum não cede nos aumentos dos salários, que estão congelados desde 2010, nem abdica de que o descongelamento das progressões abranja todos os trabalhadores.

Quanto ao aumento salarial de 4% exigido pela Frente Comum, Ana Avoila considerou ser o valor "razoável", tendo em conta a perda de poder de compra nos últimos anos dos trabalhadores da administração pública, de 9%, segundo disse, e o aumento do custo de vida.