Míssil da Coreia do Norte sobrevoa Japão, uma "ameaça sem precedentes"

Exército japonês não tentou destruir míssil. Donald Trump e Shinzo Abe já falaram ao telefone e vão pedir reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.

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A Coreia do Norte disparou um míssil que sobrevoou o Norte do Japão na noite desta segunda-feira (madrugada de terça-feira na região asiática), o que não acontecia desde 2009. O Governo japonês já reagiu, considerando que se trata de ameaça "sem precedentes, séria e grave". 

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A Coreia do Norte disparou um míssil que sobrevoou o Norte do Japão na noite desta segunda-feira (madrugada de terça-feira na região asiática), o que não acontecia desde 2009. O Governo japonês já reagiu, considerando que se trata de ameaça "sem precedentes, séria e grave". 

O sistema de alerta avisou a população naquela área para tomar precauções, mas o canal NHK disse que não houve sinais de perigo. O mesmo órgão diz ainda que o projéctil se partiu em três, caindo em águas japonesas, concretamente a 1180 quilómetros a leste do Cabo de Erimo, na ilha de Hokkaido.

Segundo o exército sul-coreano foi disparado um míssil balístico a partir da região do Sunan junto à capital norte-coreana Pyongyang que percorreu 2700 quilómetros e que atingiu 550 quilómetros de altitude. O Pentágono confirmou também o lançamento, acrescentando que este se estendeu por 90 minutos e que o mesmo não apresenta qualquer ameaça aos Estados Unidos.

O exército japonês não tentou disparar contra o míssil, que passou a zona aérea do território por volta das 6h06, hora local, 22h06, hora de Lisboa. O míssil, que se acredita ser um Hwasong-12 de médio alcance, corresponde ao mesmo modelo com que a Coreia do Norte ameaçou atingir Guam.

O primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe, já reagiu e garantiu que vai fazer tudo o que for necessário para proteger a população: "Nós vamos fazer os maiores esforços para proteger firmemente as vidas das pessoas", afirmou aos jornalistas à entrada para uma reunião de emergência. Shinzo Abe disse ainda que irá pedir às Nações Unidas para aumentarem a pressão sobre a Coreia do Norte, segundo a agência Reuters.

O porta-voz do primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, admitiu que este lançamento é uma ameaça "sem precedentes, séria e grave", garantindo resposta firme por parte do Japão.

Abe teve uma conversa de 40 minutos com o Presidente Donald Trump, em que analisaram o lançamento e discutiram as opções. De acordo com um comunicado do governante japonês, citado pela Associated Press, "a posição do Japão e dos Estados Unidos é uma só".

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Os dois países nações estão "em total acordo" no que diz respeito à necessidade de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, entretanto já confirmada para a tarde desta terça-feira. O Japão considera que esta é uma ameaça sem precedentes. 

“Vemos uma tendência para uma escalada (…) e estamos extremamente preocupados com o desenvolvimento geral” da situação na península, declarou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Riabkov, citado pela agência noticiosa estatal RIA Novosti.

O último lançamento de um projéctil norte-coreano que sobrevoou território japonês ocorreu em 2009. Os primeiros lançamentos a sobrevoar o território japonês remontam a 1998. No domingo, Pyongyang lançou vários projécteis de curto alcance para o mar, a leste da província de Kangwon, no Sul da Coreia do Norte.

A Indonésia, um dos únicos países que mantêm uma relação cordial com o regime da Coreia do Norte, já condenou o lançamento. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Indonésia diz que este lançamento é incompatível com os compromissos internacionais da Coreia do Norte, escreve a Associated Press.